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Estado

Prestes a assumir governo, Mauro Carlesse afirma que vai "mudar o estado"

23/03/2018 15h17 | Atualizado em: 03/04/2018 21h58

Fotos: Divulgação Presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS) concedeu entrevista, na manhã desta sexta-feira, 23, no Aeroporto de Palmas

REDAÇÃO
REDE TO


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), retornou de São Paulo para Palmas, na manhã desta sexta-feira, 23. Ao chegar no aeroporto, Carlesse, que, com a cassação de Marcelo Miranda (PMDB) e Claudia Lelis (PV), irá assumir interinamente o governo do Tocantins, disse estar tranquilo e que aguarda a notificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

“Vamos pela legalidade e aguardamos a notificação do TSE para saber quando assumiremos o Governo, para depois pensarmos na formação da equipe que vai nos ajudar a governar”, afirmou Carlesse, logo ao desembarcar em Palmas.

Carlesse adiantou que, ao assumir o Governo, precisará de no máximo uma semana para saber qual a situação financeira do Tocantins, e que os tocantinenses podem esperar uma administração voltada para o desenvolvimento do Estado. “Não entrei na política para deixar tudo como era antes. Portanto, o nosso povo pode esperar uma gestão de  resultados”, garantiu. 

Assim como outros pré-candidatos ao governo do estado, Carlesse também declarou que irá concorrer na eleição suplementar. “A sociedade tocantinense pode esperar o melhor de mim. Eu sou empresário e entrei na política para fazer a diferença. Nós vamos mudar esse estado de forma positiva, em todos os sentidos. O estado é viável e eu acredito nesse povo”, 

Nesta sexta, o PHS realizaria encontro em Dianópolis, na região sudeste, para o lançamento da pré-candidatura de Carlesse, mas o evento foi desmarcado depois que o deputado foi informado sobre a cassação de Marcelo e Claudia. 

Perfil - Carlesse

Mauro Carlesse nasceu no município de Terra Boa, Paraná, 25 de junho de 1960. No Tocantins, ocupou-se como empresário e agropecuarista. Iniciou a carreira política ao se filiar ao Partido Verde (PV) em 2011, quando então já exercia a presidência do Sindicato Rural de Gurupi. Foi candidato a prefeito daquela cidade nas eleições de 2012. Em 2013, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e candidatou-se a deputado estadual em 2014, conquistando uma vaga para a 8ª Legislatura. Atualmente é filiado ao PHS. No dia 08 de julho de 2016 foi eleito presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2019.


Cassação

Marcelo Miranda e Claudia Lelis foram cassados por abuso de poder político e econômico e arrecadação e gastos ilícitos de recursos na campanha passada. O julgamento no TSE teve início ainda em 2017, mas foi suspenso após o pedido de vistas do ministro Luiz Fux. Nesta quinta, ao voltar a analisar o caso, cinco dos sete ministros votaram pela procedência das denúncias apresentadas pelo Ministério Público. 

Além de Fux, votaram pela cassação os ministros Rosa Weber, Edmar Gonzaga, Jorge Mussi e Luís Barroso. Apenas a relatora, Luciana Lóssio, e Napoleão Nunes votaram contra o pedido. A maioria se manifestou ainda pela execução imeditada da decisão, ou seja, assim que for publicado o acórdão do TSE e Marcelo e Claudia forem comunicados oficialmente, o atual governador e a vice deverão deixar o cargo. 

Essa é a segunda vez que o governador Marcelo Miranda é cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Pela Lei da Ficha Limpa, ele deve ficar inelegível até 2022, só podendo se candidatar novamente a cargos públicos em 2024.  

Em nota, o MDB disse que vai usar "todos os recursos cabíveis" para anular a decisão do TSE
 “manifestamente conflitante com outras instâncias judiciais (TRE-TO e STJ), cujas decisões foram favoráveis ao governador”. 

Aplausos

Marcelo Miranda também retornou para Palmas nesta sexta. Ele estava em Brasília participando do Fórum Mundial da Água, quando recebeu a informação de que tinha sido cassado. Ao desembarcar no aeroporto da capital, o ainda governador foi aplaudido por dezenas de pessoas que o aguardavam no hangar que pertece ao governo do estado. 

Novas eleições

Pela Constituição Estadual, com a cassação de Marcelo e Claudia, quem assume o comando do Poder Executivo estadual é o presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS). Carlesse fica no cargo até a realização de nova eleição para governador e vice. Durante este tempo, o parlamento será presidido pela vice-presidente, deputada estadual Luana Ribeiro (PR).

Pela minirreforma eleitoral, se o tempo de mandato do político cassado for superior a seis meses, deve ser realizada eleição direta. Se for inferior, o pleito é indireto, com votação para governador e vice feita por deputados estaduais.

Como ainda faltariam mais de nove meses para encerrar o mandato de Marcelo, o TRE deverá convocar eleições diretas, que deverão ocorrer daqui 20 ou 40 dias. Desse modo, os tocantinenses terão que ir às urnas duas vezes este ano: no pleito que será realizado agora por conta da cassação e naquele previsto pela legislação para outubro.  

Denúncia no Itertins

Na noite desta quinta, após denúncia anônima, agentes da Polícia Civil (PC) flagraram servidores Instituto de Terras do Tocantins, inclusive o presidente do Itertins, Júlio César Machado, trabalhando fora do horário de expediente. Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra a Administração Pública (Dracma), a denúncia é que eles estariam supostamente emitindo títulos de terras ilegalmente.

"Equipes da DRACMA e da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública deslocaram-se até a sede do órgão estadual, sendo autorizadas pela presidência do Itertins a proceder às investigações, culminando a ação no levantamento dos processos em tramitação, assim como no recolhimento de cópias das respeticvas escrituras públicas", informou a SSP. 

Em nota, o Itertins informou que "p
or meio da Portaria Interna nº 02/2018/GP, foi instituída uma Correição Processual para organizar os processos que tramitam na autarquia em sistema próprio do Governo Estadual, de movimentação de documentos, denominado SGD". Conforme o instituto, "muitos processos estavam com carga para um setor, mas já tramitaram em outro, sem que a movimentação tenha sido registrada". "A Correição Processual visa realocar esses documentos, colocando cada processo em seu devido lugar, tendo inclusive cronograma para que cada setor conclua sua parte", explicou o órgão. 

O Itertins disse ainda que disponibilizou à polícia "os processos que se encontravam no Gabinete da Presidência, computadores e outros documentos necessários a uma eventual perícia", mas a "autoridade policial optou por não apreender nenhum objeto físico, levando apenas um relatório das atividades do dia". 

Por fim, o instituto esclareceu que o trabalho realizado nesta quinta "resultou na emissão de sete títulos de propriedades de imóveis e três certidões de tramitação processual, documentos comumente solicitados para fins de aposentadoria e ligação de energia em propriedades rurais". 


 

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