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Araguaína-TO, terça, 18 de setembro de 2018
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Estado

Após 3 meses sem novos casos, TO busca status de zona livre do mormo

11/04/2018 17h17 | Atualizado em: 11/04/2018 17h44

Divulgação Para retomar o status de zona livre do mormo, o Tocantins precisa estar três anos sem notificação de focos da doença

REDAÇÃO
REDE TO


A Agência de Defesa Agropecuária divulgou na tarde desta terça-feira, 10, uma nota técnica afirmando que não há mais foco de mormo no Tocantins. A agência diz que desde 2015, quando surgiram os primeiros casos no estado, o órgão desenvolveu uma série de ações para controlar a doença. O último registro de animal positivo foi em 22 de novembro de 2017.

“Esta informação é motivo de comemoração para nós e para todos os produtores rurais do Tocantins que possuem equídeos, pois desde a confirmação do primeiro foco, que ocorreu em junho de 2015, a Adapec tomou todas as medidas de defesa sanitárias necessárias para sanear os focos, investigar os vínculos epidemiológicos dentre outras medidas, todas com o objetivo de controlar e impedir a disseminação da enfermidade”, afirmou Humberto Camelo, presidente da Adapec. 

Sehimdp p responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos (PESE), Raydleno Mateus Tavares, todas as 19 propriedades com focos foram saneadas e 104 com suspeitas alvos de investigação epidemiológica. Ao todo, 2.365 exames foram examinados. “Hoje podemos afirmar que graças a este trabalho conseguimos extinguir os focos nos municípios envolvidos: Formoso do Araguaia, Sandolândia, Cariri, Palmas e Palmeirante”, disse Raydleno.

"Mesmo com esta noticia é importante que os produtores rurais continuem atentos aos cuidados para evitar o surgimento de novos focos, comprar animais somente com exames negativo para a doença", alertou a Adapec. 

De acordo com a agência, para retomar o status de zona livre do mormo, o Tocantins precisa estar três anos sem notificação de focos da doença, além de passar pelos processos normativos do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O mormo

O mormo é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei que acomete principalmente os equídeos (asininos, equínos e muares). Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, nos pulmões e nos gânglios linfáticos, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma assintomática na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade, sendo uma importante fonte de infecção para animais sadios e humanos. Não existe vacina e nem tratamento, o único método preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento- MAPA é o sacrifício sanitário dos animais positivos, conforme Instrução Normativa MAPA Nº 06, de 16 de janeiro de 2016.”


 

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