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Araguaína-TO, terça, 17 de setembro de 2019
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Estado

7 candidatos vão disputar o governo do Tocantins no pleito de 3 de junho

23/04/2018 09h14 | Atualizado em: 24/04/2018 16h45

Imagem 1: Fotomontagem REDE TO; Imagens 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8: Divulgação Amastha, Kátia, Marcos, Mário Lúcio, Márlon, Carlesse e Vicentinho disputarão voto do eleitor tocantinense para governador no pleito suplementar que acontece no dia 3 de junho

REDAÇÃO
REDE TO


Foram definidos, neste fim de semana, os candidatos que vão disputar as eleições suplementares para governador e vice-governador do Tocantins no dia 3 de junho. A escolha foi realizada durante as convenções partidárias ocorridas em Palmas. Sete partidos lançaram nomes para a corrida ao Palácio Araguaia: dois, PSOL e REDE, no sábado, 21, e  outros cinco, PDT, PSB, PHS, PR e PRTB, no domingo, 22. Os nomes ainda precisam ser confirmados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). 

Confira, abaixo, por ordem alfabética, quem são os candidatos:

Carlos Amastha (PSB)

A convenção que confirmou a candidatura do ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha, aconteceu no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, transformado, neste domingo, em uma rodoviária com direito a guichês com os nomes das maiores cidades do estado. Amastha chegou ao local em um ônibus que, segundo ele, será usado em uma caravana pelos 139 municípios tocantinenses. O evento contou com a presença de centenas de simpatizantes e aliados do ex-gestor. O candidato do PSB terá como vice o petista Célio Moura, de Araguaína. 

"A nossa única bandeira é fazer a revolução que este estado tanto precisa", afirmou Amastha. O ex-prefeito fez críticas ao que ele chama de "velha política" e, em referência ao famoso engenheiro Bernardo Sayão, disse que "vem para resolver o Tocantins". 

Natural de Barranquilla, na Colômbia, Carlos Henrique Franco Amastha tem 56 anos e mora no Brasil há mais de 30. Casado e pai de três flhos, o colombiano entrou para a política em 2012, quando foi eleito prefeito de Palmas pela primeira vez. Empresário, ele foi o primeiro estrangeiro a comandar uma capital brasileira. Reeleito em 2016, Carlos Amastha renunciou no início de abril para disputar o cargo de governador. 

Kátia Abreu (PDT)

O lançamento da candidatura da senadora Kátia Abreu ocorreu na sede do PDT na capital e, diferente da maioria das convenções, não contou com a participação da militância. Acompanhada de lideranças políticas, Kátia apenas assinou a ata que oficializou seu nome para as eleições. O vice na chapa dela é o empresário Marco Antônio Costa. 

Em seu discurso, Kátia mostrou confiança na vitória.  "Foram muitos os desafios para chegar aonde cheguei, somente Deus e minha família sabem o que enfrentei, mas não fugirei, a minha carreira não acabou, a minha luta não acabou. Podem vir com um caminhão de dinheiro que vou com minha força de trabalho e vamos vencer às eleições”, falou. Sem citar nomes, a candidata frisou não ser melhor que seus adversários, mas disse “ser diferente deles” e disparou: “Eu não compro pessoas, não compro apoio, porque sou leal aos meus princípios, e ao povo do Tocantins. Não farei uma campanha nojenta que eu possa me envergonhar”, afirmou.  

Natural de Goiânia (GO), Kátia Abreu tem 56 anos. Viúva e mãe de três filhos, ela é psicóloga, empresária e pecuarista. Primeira mulher do Tocantins eleita Senadora da República, em 2006, Kátia foi reeleita em 2014. Liderança do agronegócio brasileiro, ela se licenciou do Senado apenas uma vez, durante o período em que assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Marcos de Souza (PRTB)

Marcos de Souza foi lançado durante convenção na sede do PRTB. Natural de Minas Gerais, ele tem 64 anos, é empreendedor e um dos pioneiros do Tocantins. Ex-vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Palmas (ACIPA) por dois mandatos, Marcos assumiu, em 2016, a Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade de Palmas, permanecendo no cargo até 2008.

Durante o tempo em que esteve na secretaria, Marcos de Souza desenvolveu várias voltadas para a melhoria do trânsito na capital, como a implantação das primeiras ciclovias e o aumento da sinalização. 

Formado em Gestão Pública, o candidato do PRTB afirma que suas principais bandeiras são o combate à corrupção, o corte de gastos com pessoal e a busca pelo equilíbrio nas contas públicas. 

Marcos de Souza tem como candidato a vice-governador o sargento da Polícia Militar Jenilson. 

Mário Lúcio Avelar (PSOL)

Mário Lúcio Avelar, candidato do PSOL, foi oficializado durante convenção estadual do partido no auditório da Câmara de Vereadores de Palmas. Durante seu discurso, ele defendeu a necessidade de retomar a capacidade de investimento do Tocantins, citou políticas públicas que considera fundamentais para o desenvolvimento do estado e se comprometeu a fazer um governo transparente e eficiente. 

"A proposta passa pelo equilíbrio das contas públicas e de recuperação da capacidade de desenvolvimento do estado. É preciso haver um choque de gestão para recuperar o equilíbrio fiscal. E a partir daí deixar o estado em condições de desenvolver políticas públicas com base em transparência", afirmou. 

Natural de Minas Gerais, Mário Lúcio foi promotor de Justiça no Tocantins entre os anos de 1993 a 1996 e procurador da República entre 1996 a 2003. Formado em Direito e Economia, o candidato exerce, atualmente, o cargo de procurador da República de Goiás. Esta é a primeira que ele concorre a um cargo público. 

Márlon Reis (REDE)

O evento de lançamento da candidatura de Marlón Reis, do REDE, foi realizado em um hotel de Palmas. Pela primeira vez disputando uma eleição, Reis declarou que o "mandato tampão" servirá para "preparar o Tocantins para os próximos quatro anos".

"São seis meses que podem ser adotadas medidas preparatórias para um quadro real principalmente no combate à corrupção. É possível ampliar a transparência e revelar os dados reais das contas do estado, abrir diálogo com a sociedade sobre as demandas que podem ser supridas", explicou. 

Natural de Pedro Afonso, Márlon Reis tem 48 anos, é jurista, advogado e ex-magistrado brasileiro, além de idealizador da Lei da Ficha Limpa. Ele ganhou notoriedade como juiz de direito, cargo que ocupou até abril de 2016, e pela luta contra a corrupção. Reis idealizou e fundou, juntamente com lideranças sociais, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

O evento do REDE oficializou a candidatura de vice-governador do coronel da PM Edvan de Jesus Silva. 

Mauro Carlesse (PHS)

O governador em exercício do Tocantins, Mauro Carlesse, foi apresentado como candidato no pleito suplementar na convenção do PHS, realizada no auditório da Assembleia Legislativa. O evento durou várias horas e reuniu centenas de militantes, lideranças e apoiadores de Carlesse. 

O candidato afirmou que acredita no potencial do Tocantins e que entrou na política para dar continuidade a projetos essenciais para o desenvolvimento econômico e social do estado. "Nós temos condições de fazer do nosso estado o melhor estado do Brasil. Ele tem tudo para ser feito. Ele tem ferrovia, ele tem estradas para todos os lados, ele tem energia, ele tem alguns projetos que têm que ser terminados. E tem o melhor que nós temos que é o povo, querendo, precisando, necessitando. É por isso que eu entrei na política", disse. 

Natural de Terra Boa (PR), Carlesse tem 57 anos, é empresário e agropecuarista. Ele concorreu pela primeira vez a um cargo público em 2012, quando disputou a Prefeitura de Gurupi. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual, assumindo em 2016, a presidência da Assembleia Legislativa. 

Com a cassação de Marcelo Miranda (MDB) e Claudia Lelis (PV), Carlesse assumiu o comando do Palácio Araguaia interinamente. O candidato do PHS tem como vice o deputado estadual Wanderlei Barbosa (PHS). 

Vicentinho Alves (PR)

A candidatura de Vicentinho Alves foi lançada durante convenção do PR no auditório da Associação Tocantinense de Municípios (ATM). O evento, acompanhado por centenas de pessoas, entre elas lideranças partidárias e políticos com mandato, teve início durante a tarde e só terminou na parte da noite. 

Vicentinho pontuou a Saúde Pública e a Infraestrutura como duas áreas prioritárias e explicou quais serão suas primeiras ações caso eleito. "Nós temos 100 dias antes de outubro. Nós vamos fazer esforço forte junto com a classe médica para a gente tirar aquela fila enorme de cirurgias, principalmente para pessoas humildes, pagando produtividade aos médicos. Nesses 100 dias vamos tapar os buracos das estradas, não de todas, porque não dá tempo, mas aquelas mais prioritárias. Por exemplo, Porto Nacional, Monte do Carmo", afirmou.

Natural de Porto Nacional, Vicentinho Alves tem 60 anos, é piloto comercial, agropecuarista e empresário. Ele foi prefeito de Porto entre 1989 e 1992. Ficou alguns anos fora da política e voltou em 1999, quando se elegeu deputado estadual ficando no cargo até 2007. Em 2008, foi eleito deputado federal e em 2011 ficou como suplente de senador. Alves assumiu a vaga que Marcelo Miranda não pode ocupar após ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Hoje é primeiro-secretário da mesa diretora do Senado.

O vereador de Araguaína Divino Bethania Júnior (SD) é o candidato a vice de Vicentinho Alves. 

Eleições

As eleições suplementares acontecem no dia 3 de junho. Caso haja segundo turno, este acontecerá no dia 24 do mesmo mês. Conforme resolução do TRE, a propaganda eleitoral será realizada do dia 24 de abril ao dia 2 de junho para primeiro turno. A corte eleitoral terá o dia 18 de maio para julgar todos os processos relativos ao registro de candidatura. 

As eleições são diretas porque a cassação de Marcelo Miranda e Claudia Lelis pelo Tribunal Superior Eleitoral por uso de caixa dois na campanha de 2014 aconteceu mais de 90 dias antes da eleição de outubro. Caso fosse por tempo inferior, o pleito seria indireto com votação feita pelos deputados estaduais. 

Nesta semana, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela liminar que devolveu, no dia 6 de abril, Marcelo e Claudia aos cargos, deverá se manifestar sobre o recurso apresentado pela defesa do governador cassado contra o afastamento decretado pelo TSE. 


 

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