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Araguaína-TO, terça, 22 de outubro de 2019
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Estado

PF prende quadrilha do TO especializada em golpes na internet

Grupo fazia compras na web e quem pagava os boletos eram as vítimas

26/04/2018 16h08 | Atualizado em: 27/04/2018 17h05

Pixabay Polícia Federal desarticulou, nesta quinta-feira, 26, durante a Operação Backdoor, um grupo especializado em fraudes na internet

REDAÇÃO
REDE TO


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 26, mais uma operação de combate a fraudes na internet que tem como alvo uma quadrilha que atuava no Tocantins. Desdobramento da Operação Cracker, deflagrada no ano passado, em Araguaína, no norte do estado, a Backdoor cumpre 24 mandados expedidos pela Vara Criminal de Augustinópolis, na região do Bico do Papagaio. Além do Tocantins, as ordens judiciais também foram executadas no interior de Goiás e do Maranhão. 

De acordo com a PF, oito pessoas foram detidas em Araguaína, Araguatins, Maurilândia, Praia Norte e Augustinópolis, Jussara (GO) e Imperatriz (MA). Na cidade maranhense, foram duas prisões. Com exceção de Augustinópolis e do município goiano, em todas as outras foram realizadas buscas. 

Prejuízo de R$ 10 milhões 

A polícia chegou até os suspeitos presos nesta quinta depois de periciar os computadores apreendidos de dois investigados na Operação Cracker, em 2017. Ao analisar os arquivos no HD dos equipamentos, os agentes identificada um rol de criminosos especialistas em fraudes pela internet. Foi assim também que a PF descoriu a existência da quadrilha presa na última terça-feira, 24, na Operação Dr. Cross

Esquema

O esquema funcionava assim: os criminosos criavam páginas falsas de lojas virtuais e as anunciavam os produtos pelo Facebook. A vítima, ao clicar no anúncio falso, era remetida à página de loja virtual clonada. Achando que se tratava de uma loja virtual verdadeira, o internauta realizava uma compra e pagava o boleto. O que a pessoa não sabia é que esse boleto pago era, na verdade, referente a mercadorias já adquiridas pelas investigados na loja online verdadeira. Ou seja, a vítima estava quitando o boleto de uma compra realizada pela quadrilha. 

A PF aponta que a quadrilha causou um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões. Seus integrantes vão responder pelos crimes de furto mediante fraude pela internet contra instituições financeiras e comerciais, invasão de dispositivos de informática e estelionato cometidos em diversos estados.

Backdoor

Segundo a PF, o nome da operação deflagrada nesta quinta faz referência ao nome dado ao software nocivo que era infiltrado no computador da vítima de forma ilícita para a aplicação dos golpes. 


 

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