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Estado

Quadrilha acusada de fraudes bancárias tem membros presos no TO

08/05/2018 16h38 | Atualizado em: 08/05/2018 18h03

Fotos: Divulgação/SSP-TO Organização criminosa desarticulada nesta terça-feira, 08, em Palmas e Goiânia (GO), lavava dinheiro comprando carros de luxo, imóveis e bitcoins

REDAÇÃO
REDE TO

 

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira, 08, com apoio de agentes da PC de Goiás, a Operação Ostentação, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na internet. 

De acordo com informações da Delegacia Especializada na Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), o grupo, chefiado por Leandro Xavier Magalhães Fernandes, furtava valores de contas bancárias e com o dinheiro, pagava boletos, alguns relacionados a tributos, fazia transferência a terceiros e comprava bitcoin, uma espécie de moeda digital. 

As investigações apontaram que Leandro transferia a maior parte do valor furtado, cerca de R$ 5 milhões, para Luiz Augusto Magalhães Fernandes, morador de Goiânia (GO), e três pessoas residentes em Palmas: Nilce Maria de Abreu Tavares, Reginaldo Alves de Carvalho Filho e a noiva dele, Danúzia Grasiela Sousa e Silva.

A polícia afirma que os integrantes da quadrilha lavavam o dinheiro comprando carros de luxo, imóveis e outtros bens de valor, além de adquirir milhões em bitcoins.

A organização criminosa fez vítimas em pelo menos 23 estados e estima-se que ela tenha causado um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões, R$ 1 milhão só à instituição bancária alvo da quadrilha. 

Esquema

Segundo a Polícia Civil, os crimes eram praticados por meio de máquinas virtuais em serviços de nuvens, com servidores instalados no Brasil e em outros países. A suspeita é de que softwares maliciosos infectavam os dispositivos utilizados pelas vítimas para acesso ao internet banking, possibilitando que o grupo tivesse acesso aos dados dos clientes.

Mandados


Ao todo, foram decretados pela Justiça, para cumprimento em Palmas e Goiânia, cinco mandados de prisão temporária, sete mandados de busca e apreensão, sete ordens de sequestros de veículos de luxo e imóveis, além do bloqueio de R$ 1 milhão de reais das contas dos suspeitos. 

A operação reuniu 60 policiais civis do Tocantins e Goiás, e da Diretoria de Inteligência do Ministério Extraordinário da Segurança Pública. 


 

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