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Araguaína-TO, quarta, 18 de setembro de 2019
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Tribunal do Júri condena jovem pelo assassinato de estudante em 2017

24/05/2018 17h14 | Atualizado em: 25/05/2018 19h11

Imagem 1: Fotomontagem REDE TO; Imagem 2: Divulgação/Fábio Dione Hiago Pereira da Silva foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão pela morte do estudante de Educação Física Fabrício Martins Teixeira, em maio do ano passado, em Araguaína, na região norte do Tocantins

REDAÇÃO
REDE TO


O Tribunal do Júri de Araguaína, na região norte do Tocantins, condenou, nesta quinta-feira, 23, o jovem Hiago Pereira da Silva, de 24 anos, pela morte do estudante de Educação Física Fabrício Martins Teixeira, de 23. O crime, ocorrido em maio do ano passado, teve grande repercussão em todo o estado. 

Os jurados acataram as alegações apresentadas pelo Ministério Público Estadual e decidiram pela condenação dde Hiago por homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, meio cruel, dissimulação, ocultação de cadáver e também fraude processual. 
Hiago, que confessou o assassinato e está preso desde o dia 6 de junho de 2017, foi punido com 15 anos e seis meses de reclusão. 

Relembre

A polícia chegou até Hiago depois de encontrar mensagens trocadas entre ele e a vítima. O acusado era funcionário do mesmo frigorífico onde Fabrício trabalhava. O crime teria relação com uma gravação feita dentro do banheiro da empresa.

Segundo o Ministério Público, Hiago teria gravado com um celular Fabrício trocando de roupa. O suspeito mandou o vídeo para a vítima, mas disse que apagaria as imagens. Depois disso, porém, o estudante, de posse da gravação, passou a ameaçar o autor do crime. "Ele exigiu R$ 4 mil para não denunciar Hiago ao departamento de Recursos Humanos do frigorífico", contou o José Rérisson Macedo Gomes, responsável pelo inquérito que baseou a denúncia do MPE. 

Foram cerca de dois meses de negociação até que, na noite de 19 de maio, Hiago, desesperado com a possibilidade de demissão, chamou a vítima para ir até a casa dele, na rua Voluntários da Pátria, no bairro São João. O acuado contou que tinha arrumado o dinheiro, mas na verdade, afirma o promotor Célem Guimãres, a intenção dele era matar Fabrício. E foi o que aconteceu. O estudante de Educação Física foi morto a facadas depois de uma intensa luta corporal.

Depois do assassinato, Hiago pegou a moto da vítima e, como não sabia pilotar, saiu empurrando o veículo até o setor Jardim Paulista. O acusado, então, retornou para casa e com um carrinho de mão que pegou emprestado do vizinho, alegando que era para carregar arreia, transportou o corpo de Fabrício até a ponte sobre o córrego Canindé, no setor Cimba. 

O corpo de Fabrício foi amarrado com as cordas de um varal de roupas e enrolado em uma toalha. O cadáver foi enterrado em uma vala rasa perto da água e acabou sendo desenterrado durante uma enxurrada. Os restos mortais da vítima só foram encontrados na manhã do dia 3 de junho de 2017. 


 

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