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Estado

MPE processa PM que comandou invasão a delegacia no Tocantins

08/06/2018 18h54 | Atualizado em: 11/06/2018 19h15

Reprodução Ex- subcomandante do 8º Batalhão da Polícia Militar de Paraíso do Tocantins é acusado pelo Ministério Público de comandar invasão a delegacia da cidade

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep), ajuizou Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa (ACP) contra o Capitão Fernando Gomes de Oliveira, por ato de improbidade administrativa.

Consta na Ação que o Capitão Fernando Oliveira, na condição de subcomandante do 8º Batalhão da Polícia Militar, com o argumento de que ia protocolizar um ofício, invadiu a 2ª delegacia de polícia de Paraíso acompanhado de outros 10 policiais, fortemente armados, tendo a diligência mobilizado quatro viaturas da cidade.

Segundo o Gecep, investigações apontaram indícios de que o subcomandante da PM, valendo-se de seu posto hierárquico e abusando de sua autoridade, recrutou todos os policiais militares que estavam em serviço de rua naquele dia para, com ele, invadirem a 2ª Delegacia de Polícia de Paraíso.

O caso aconteceu após o delegado da polícia civil daquela delegacia cumprir mandados de prisão em desfavor de dois policiais militares lotados no 8º BPM de Paraíso e realizar busca e apreensão nas dependências daquele estabelecimento militar, diligências que resultaram na apreensão de entorpecentes supostamente em poder dos militares investigados, inclusive nas dependências do próprio 8º BPM e no interior de uma viatura,o que levou ao ajuizamento de ação penal em desfavor dos investigados, sob a acusação de formação de quadrilha e tráfico de drogas.

Para os Promotores de Justiça que assinam a Ação, Roberto Freitas Garcia, Paulo Alexandre de Siqueira e Francisco Brandes, o fatoconstituiu uma manifestação desproporcional de força e intimidação, em resposta à investigação policial realizada pela Polícia Civil, conduta que caracteriza ato de improbidade administrativa, por ofender aos princípios da administração pública da legalidade e moralidade.

Na época, o acontecido ganhou repercussão na imprensa e criou tensão entre as Polícias Civil e Militar.

 

Com Ascom/MPE-TO

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