publicidade
publicidade
Max:30° Min:22°
Araguaína
Araguaína-TO, segunda, 10 de dezembro de 2018
Siga a REDE TO

Estado

Sem casos de aftosa há 21 anos, Tocantins quer suspensão da vacinação

11/06/2018 20h19 | Atualizado em: 11/06/2018 22h24

Divulgação Atualmente, a vacinação contra a febre aftosa é obrigatória e o criador pode ser multado caso não comprove que imunizou o rebanho

O Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), participará da 1ª Reunião do Bloco IV PNEFA 2017-2026, que faz parte, para discutir a execução das ações previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), visando a eliminação da vacinação contra a doença. O evento, que é uma organização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), será realizado entre os dias 12 e 14 de junho, em Vitória (ES). Juntamente com o Tocantins, no bloco IV, estão os estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e o Distrito Federal.

O Tocantins ocupa o 11º lugar no ranking nacional com 8,7 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) e está há 21 anos sem foco da doença. “O encontro específico do bloco IV é uma grande oportunidade de discutirmos as ações que estão sendo feitas e as próximas que servirão para efetivarmos, até 2021, a suspensão da vacinação contra a enfermidade”, avalia o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, acrescentando que: “Já estamos revisando nossas atividades, adequando e cumprindo às exigências para que tenhamos êxito nesse caminho que todo o Brasil está trilhando”, ressalta.

Durante a reunião, o diretor de defesa, inspeção e sanidade animal da Adapec, Francisco Ramos, apresentará a atuação do Sistema de Defesa Agropecuária tocantinense, que já tem colocado em prática várias estratégias exigidas: o recadastramento de propriedades rurais, intensificação e controle de trânsito animal nas barreiras fixas e móveis, manutenção de altos índices vacinais, controle de estoque de vacinas, mais agilidade no atendimento a notificação de doenças vesiculares, entre outros. “Sabemos que precisamos avançar mais, por isso, queremos ouvir os representantes de outros estados para trocarmos conhecimentos e melhorarmos o nosso trabalho”, disse.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a partir de maio de 2019, o Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o país inteiro seja reconhecido pela OIE como País livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023.

Campanha

A 1ª etapa de vacinação contra a febre aftosa no Tocantins encerra na próxima sexta-feira, 15. A multa para quem deixar de imunizar é R$ 5,32 por animal e R$ 127,69 por propriedade não declarada. O pecuarista precisa ficar atento também com a comprovação do ato, que poderá ser feito até 10 dias após a compra da vacina, nas unidades da Agência em todo o Estado”, alerta o responsável pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, João Eduardo Pinto Pires.

 

Com Secom/Governo do TO

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.