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Estado

PM é denunciado pela morte de jovem durante abordagem em janeiro

Jovem de 19 anos foi morto a tiros ao desobedecer ordem de parada da PM

18/06/2018 18h17 | Atualizado em: 25/06/2018 16h42

Fotos: Reprodução/Facebook Wilque Romano da Silva, de 19 anos, foi morto com tiros nas costas após desobedecer uma ordem de parada durante uma abordagem policial em Formoso do Araguaia, na região sul do Tocantins

REDAÇÃO
REDE TO


O Ministério Público Estadual denunciou o policial militar Leandro Marques de Castro pela morte de Wilque Romano da Silva, de 19 anos. O crime ocorreu no dia 3 de janeiro deste ano, na cidade de Formoso do Araguaia, na região sul do Tocantins.

Conforme a denúncia, Wilque foi morto durante patrulhamento de rotina realizado por um grupo da Força Tática da PM. A viatura era conduzida por Leandro. Segundo o MPE, quando os militares cruzaram com a motocicleta conduzida por Wilque da Silva, foi dada uma ordem de parada, que não foi atendida pelo condutor. A moto foi, então, interceptada pelo carro da polícia e Wilque acabou atingido nas costas por disparos de uma pistola semiautomática de uso restrito. O jovem morreu na hora. 

Leandro foi denunciado por homicídio qualificado. O Ministério Público aponta como qualificadoras a motivação fútil, uma vez que Wilque foi morto por desobecer uma ordem de parada, e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, tendo em vista que o crime foi praticado por um agente do estado, em viatura oficial, acompanhado de outros policiais, em desfavor de um jovem desarmado que foi atingida pelas costas.

Na denúncia, o MPE aponta, entre outros elementos, as contradições nos depoimentos dos policiais que participavam da ação de patrulhamento, a não confirmação de álibi do denunciado (de que a sacola plástica que serviu para acondicionar os pertences da vítima teria sido entregue por um morador vizinho) e a ausência de impressões digitais da vítima em uma arma que foi supostamente encontrada em seu poder.

Sobre este último fato, o Ministério Público chegou a conclusão de que a cena do crime foi alterada, com um revólver calibre 22 tendo sido colocado ao lado do corpo da vítima, para simular situação de legítima defesa por parte do PM. 

Por causa da alteração na cena do crime, o MPE pediu à Justiça que a situação seja informada à 29ª Promotoria de Justiça de Palmas, que atua perante a Justiça Militar, para que avalie a prática de crime militar de fraude processual e considere a possibilidade de oferta de denúncia contra os envolvidos.


Ainda na denúncia, o Ministério Público solicitou que o PM Leandro Marques seja pronunciado, isto é, julgado pelo Tribunal do Júri. 

 

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