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Araguaína-TO, quarta, 23 de outubro de 2019
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Estado

12 são presos suspeitos de fraudar concurso da Polícia Militar do TO

21/06/2018 10h41 | Atualizado em: 21/06/2018 10h51

Imagem 1: Divulgação/SSP-MA; Imagem 2: Fotomontagem REDE TO Antônio Ferreira, conhecido como "Concurseiro", seria o chefe da quadrilha presa, nesta quinta-feira, 21, acusada de fraudar o concurso da Polícia Militar do Tocantins

REDAÇÃO
REDE TO


A Polícia Civil (PC) deflagrou nesta quinta-feira, 21, a operação Aleteia, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de fraudar o concurso da Polícia Militar do Tocantins. De acordo com o delegado regional de Araguaína, Daniel Boaventura, pelo menos 12 pessoas já foram presas. Os mandados foram cumpridos no Tocantins, Maranhão e Piauí. Um dos suspeitos detidos é Antônio Ferreira, conhecido como "Concurseiro". Com aprovação fraudulenta em mais de 30 concursos, a maioria na área de Segurança Pública, ele seria o chefe do quadrilha.

"Estamos cumprindo vários mandados de prisão em relação ao concurso da PM, que foi provavelmente fraudado. Nós temos 12 pessoas presas. Estamos fazendo diligências e se tudo correr bem, com a detenção de todos, os suspeitos devem ser apresentados no final da tarde ou nesta sexta-feira", afirmou Boaventura.

A operação é comandada pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Araguaína e conta com apoio das polícias maranhense e piauiense. Além dos mandados de prisão, os agentes cumprem também ordens de busca e apreensão nas casas dos suspeitos.

As investigações tiveram início depois que foi apreendido, no dia da prova objetiva, no banheiro de uma faculdade de Araguaína, um celular com um suposto gabarito do concurso. Além disso, a violação de um pacote de provas em Arraias e a publicação, nas redes sociais, de imagens dos gabaritos levantaram suspeitas sobre a credibilidade do processo seletivo. Na internet, há uma abaixo-assinado com quase 10 mil assinaturas pedindo a anulação do concurso. Na época, tanto a Assessoria em Organização de Concursos Públicos quanto a PM negaram a existência de irregularidades.

Sobre o concurso

As provas do concurso da PM foram aplicadas no dia 11 de março deste ano em Arraias, Taguatinga, Dianópolis, Natividade, Porto Nacional, Araguatins, Augustinópolis, Sítio Novo do Tocantins, Tocantinópolis, Wanderlândia, Gurupi, Alvorada, Formoso do Araguaia, Palmas, Paraíso, Miracema e Araguaína.

Ao todo, mais de 86 mil pessoas se inscreveram no certame, que oferece mil vagas para soldado e 40 para oficial. Os salários variam de R$ 4.455,46 a R$ 8.382,10.

O concurso é composto, no total, por cinco etapas, sendo que as três primeiras, prova escrita, exame de capacidade física e avaliação psicológica, estão sendo realizadas pela AOCP. E as duas últimas, a avaliação médica e odontológica e investigação social, ficarão sob a responsabilidade da PM.

O certame foi suspenso pelo Tribunal de Justiça do Tocantins no dia 25 de março a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) sob o argumento de que a despesa para a sua realização não é prioritária.


 

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