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Araguaína-TO, quinta, 22 de novembro de 2018
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Estado

Vereador e mais 7 são presos suspeitos de vender CNHs no TO

13/09/2018 13h33 | Atualizado em: 14/09/2018 19h42

Foto 1: Divulgação/Polícia Civil; Fotos 2 e 3: Divulgação/MPE-TO Vereador araguainense Gilmar da Autoescola (PSC) é apontado como líder de organização criminosa que fraudava emissão de CNHs; servidores do Ciretran e um segundo empresário do ramo de autoescola fariam parte do esquema criminoso

REDAÇÃO
REDE TO

 

Oito pessoas foram presas temporariamente, na manhã desta quinta-feira, 13, em Araguaína, na região norte do Tocantins, suspeitas de fazer parte de uma organização criminosa que fraudava a emissão de carteiras nacionais de habilitação (CNHs). Entre os detidos está o vereador araguainense Gilmar Costa Oliveira (PSC), proprietário da Autoescola Ideal. 

De acordo com o Ministério Público Estadual, seis servidores da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Araguaína foram detidos. São eles: Hélio Marcos Ferreira Sousa, Irismar Rodrigues, Célio Raildo Pereira Ribeiro, Jaésia Alves Oliveira, Fábio Fernandes Barroso e Alex André Escobar Morales. Nenhum é servidor de carreira do órgão.

Um segundo empresário do ramo de autoescola, Cleiton Coelho, também foi preso. Ele é proprietário da Auto Escola Opção.

O MPE informou que as prisões temporárias têm prazo de cinco dias, sendo passíveis de renovação. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Araguaína, a partir de Ação Cautelar de Busca e Apreensão e de Representação por Prisão Temporária, proposta pelo Ministério Público. 

Além das prisões, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em vários locais, incluindo o gabinete do vereador Gilmar. O empresário é considerado o líder da quadrilha. 

Os suspeitos devem responder pelos crimes de corrupção, associação criminosa e falsificação de documento público. Caso venham a ser identificados os candidatos a condutor que obtiveram CNH por meio do esquema, eles também poderão vir a responder criminalmente, pelas práticas de corrupção ativa e pelo uso de documento falsificado.

Investigações

As investigações, realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPE, tiveram início em fevereiro de 2016, 
a partir de denúncia apresentada pela direção do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Na época foi apontado que o esquema de corrupção já funcionava há algum tempo.

Ao longo dos trabalhos, o Gaeco apurou que CNHs foram emitidas sem que os candidatos a condutor tivessem que se submeter às provas teórico e prática, bem como ao curso de formação oferecido pelas autoescolas. Pela carteira fraudulenta, os interessados chegavam a pagar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, valor que incluía as taxas administrativas do Detran. O dinheiro excedente era repartido entre os participantes do esquema.

Para a efetivação das fraudes, proprietários de autoescola e servidores da Ciretran atuariam de forma articulada, havendo o envolvimento de agentes públicos que atuavam no curso técnico teórico, no exame de legislação de trânsito e no exame de direção veicular.

Segundo o MPE, para colher provas, o Gaeco contou com a quebra dos sigilos telefônico e bancário dos envolvidos, bem como com a atuação de um agente infiltrado. Este conseguiu obter a CNH submetendo-se apenas à avaliação física e psicológica e ao exame de aptidão física e mental, sem passar pelas aulas oferecidas pela autoescola e pelas provas teórico e prática. A habilitação foi obtida com o intermédio de Gilmar Oliveira, da Autoescola Ideal.

Com a participação do infiltrado, o Gaeco conseguiu tomar conhecimento do modo de operação da quadrilha.

"As investigações encontram-se em estágio avançado, podendo vir a ser concluídas após a análise dos computadores, aparelhos celulares e documentos apreendidos na operação desta quinta-feira. Duas armas de fogo também foram apreendidas", afirmou o Ministério Público. 

Outro lado

O espaço está aberto para que as pessoas e empresas citadas na reportagem possam se manifestar. O email para envio de notas é redacao@redeto.com.br. Assim que forem recebidos, os posicionamentos serão incluídos no texto. 


 

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