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Araguaína-TO, sábado, 14 de dezembro de 2019
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Prefeitura de Palmas enfrenta protestos por priorizar festa religiosa

Prefeita da capital vem sendo criticada por dar prioridade ao Capital da Fé

18/02/2019 17h27 | Atualizado em: 26/02/2019 17h47

Fotos 1, 2 e 3: Divulgação; Foto 4: Reprodução/Twitter Prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), durante o anúncio das atrações que irão se apresentar no Capital da Fé 2019

REDAÇÃO
REDE TO

 

Neste fim de semana, foi realizada a primeira etapa da Operação Paz e Sossego, em Palmas. O objetivo é combater a pertubação do sossego provocada por som alto em bares e carros estacionados em frente a estes estabelecimentos. Ao todo, 10 bares foram fiscalizados, cinco na sexta, 15, e outros cinco no sábado. Quatro foram interditados. 

A operação, comandada pela PM, contou com o envolvimento da Guarda Metropolitana de Palmas, Polícia Civil, Bombeiros, Agentes de Trânsito, Fiscais de Obras e Posturas e da Vigilância Sanitária. 

Além das interdições, foram realizadas 19 notificações, além da apreensão de bebidas. Segundo os organizadores, outras operações integradas como esta já estão agendadas e os pontos fiscalizados são os que geram maior número de reclamações de moradores.

Poluição sonora

Em relação à perturbação do sossego, a Guarda Metropolitana de Palmas esclarece que a poluição sonora enquadra-se como crime ambiental, com base no disposto do Artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98, sujeita à multa que pode ir de R$ 5 mil a R$ 50 milhões. Segundo Antônio Amorim, comandante da GMP, esse tipo de fiscalização não é uma competência exclusiva da Guarda, mas também é de responsabilidade das polícias Civil e Militar e de órgãos de fiscalização ambiental. As denúncias podem ser feitas tanto via Siop pelo 190 como pelo 153 da GMP.

Já o comandante Florisvaldo Leal Borges, também da GMP, explica que devido à grande demanda nos finais de semana, algumas solicitações ficam sem ter o atendimento, pois além do grande número de denúncias, ocorre por vezes os trotes, que geram o deslocamento desnecessários das viaturas, que poderiam estar fazendo atendimentos a quem realmente precisa.

“É importante que a população saiba que a GMP não atua apenas no atendimento à perturbação do sossego, mas nossas equipes fazem ronda para garantir a segurança do palmense, atendendo denúncias de assalto, porte de armas de fogo, furtos e roubos, tráfico de drogas, captura de animais silvestres, além de inúmeras outras áreas que atuamos diariamente”, finaliza o comandante.

Protestos

No último sábado, 17, o Centro de Operação Integrada (Siop) informou que recebeu inúmeras denúncias de som alto e de uma via obstruída na Quadra 104 Sul, no centro da capital. Na verdade, conforme apurado pela REDE TO, o principal alvo das queixas era uma manifestação de jovens ocorrida em frente a uma sorveteria na rua SE 11. Com música e dança, o grupo protestava contra a decisão da prefeitura de não apoiar financeiramente os blocos de carnaval de rua.

A sorveteria fica em frente a um estabelecimento que, no ano passado, organizou o próprio bloco, mas que, agora, enfrenta resistência para conseguir o alvará necessário para promover o evento. Os clientes do bar Mujica questionam o município por priorizar o Capital da Fé, evento religioso que reúne cantores católicos e gospel em Palmas durante o carnaval, em detrimento de manifestações populares.  

Nas redes sociais, a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), tem recebido uma enxurrada de críticas pela suposta resistência ao carnaval de rua. Ela afirma que não tem nada contra os blocos e que eles, assim como qualquer outro evento com aglomeração de pessoas, devem seguir a legislação. Alegando estar sendo ofendida, a gestora vem bloqueando usuários no Twitter, postura considerada antidemocrática por algumas pessoas. 

Capital da Fé 2019

Com a temática – A favor da vida, o Capital da Fé trará, em 2019, grandes nomes da música religiosa, como Pe. Antônio Maria, Pe. Fábio de Melo, Bruna Karla, Anderson Freire, Gabriela Rocha, Damares, Aline Barros, dentre outros grandes nomes da música gospel nacional. Neste ano, a festa começa na sexta-feira, 1º, e vai até terça, 05 de março, na arena da Vila Olímpica ao lado do Estádio Nilton Santos.


A festa religiosa custará aos cofres públicos mais de R$ 2 milhões. São R$ 950.700 para montar a estrutura e R$ 1,2 milhão para contratar os artistas que irão se apresentar durante o evento. 

 

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