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Araguaína-TO, Sunday, 24 de March de 2019
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Estado

Mulher tenta entrar com celular nas partes íntimas em presídio no Tocantins

18/02/2019 18h53 | Atualizado em: 20/02/2019 12h54

Fotos: Divulgação/Seciju Mulher escondia nas partes íntimas um mini-celular de seis centímetros; ela ia entregar aparelho para o filho, que cumpre pena na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas

REDAÇÃO
REDE TO

 

No último sábado, 16, uma mulher, de 39 anos, que não teve o nome divulgado, foi flagrada tentando entrar com um mini-celular de seis centímetros na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas. Ela pretendia entregar o aparelho para o filho preso na unidade. De acordo com a Secretaria de Cidadania e Justiça, com este, já são nove casos de mulheres presas em flagrante por tentar adentrar ilícitos em unidades prisionais do Tocanttins.

De acordo com o diretor da CPPP, Thiago Oliveira Sabino, a mulher passou pelo pórtico detector de metal, teve os objetos escaneados em um raio-x e foi liberada para o próximo ponto de revista. “Ela foi encaminhada para uma sala individual, lá a agente passa a raquete detectora de metal no corpo e nos calçados, depois tem que sentar na banqueta, que também é utilizada para detectar metal. Quando ela sentou na banqueta, a máquina sinalizou que ela carregava algo metálico consigo”, explicou.

Na sequência, a mulher confessou as agentes que carregava um celular na genitália e foi conduzida para a Unidade de Pronto Atendimento Norte, em Palmas, para retirada do aparelho. “Depois de confirmada a presença do celular no raio-x, o médico realizou a retirada e ela foi levada para a Delegacia de Polícia para o registro de ocorrência”, informou Sabino.

Revista vexatória

A Seciju garante que, no Tocantins, as revistas pessoais não submetem o visitante a condições constrangedoras, como a nudez. Segundo a secretaria, o procedimento de revista é padrão e adotado em todas as unidades prisionais, realizado pela conferência de objetos e a utilização de equipamentos de segurança, como banquetas, pórticos detectores de metais e raquetes portáteis. As banquetas são equipamentos que permitem a revista da região pélvica sem necessidade de desnudamento.

“É importante salientar que a revista pessoal é diferente da revista íntima, proibida no Tocantins conforme resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e também pela Portaria SEDS/TO nº 1.014. A identificação dos casos ocorre através dos equipamentos e do preparo das equipes, que recebem denúncias e também observam o comportamento das visitantes”, esclarece o superintendente do Sistema Penitenciário Prisional do Tocantins, Orleanes de Sousa Alves.

Penalidades

Na maioria dos casos, o visitante detido no presídio estava com entorpecente ou aparelho telefônico. Uma pessoa presa tentando entrar com drogas em um presídio pode pegar de 5 a 15 anos de prisão. Já a que tenta adentrar em uma unidade prisional com celular, pode receber uma pena de três meses a um ano de prisão. A Seciju diz que está elaborando um projeto para orientar mulheres e demais visitantes sobre as penalidades de facilitar a entrada de ilícitos nos estabelecimentos penais. 

Scanners

De acordo com a Secretaria de Cidadania e Justiça, estão sendo adquirdos scanners corporais para reforçar a segurança dos estabelecimentos penais do Tocantins. O aparelho deverá proporcionar um controle maior sobre a entrada e saída de pessoas e objetos nas unidades prisionais, pois permite uma visualização aprimorada e menos invasiva sobre o porte de objetos proibidos aos visitantes, como armas, explosivos, drogas e aparelhos celulares.

O serviço será disponibilizado pela empresa Aerotech do Brasil - Soluções em Tecnologia, que será responsável pela instalação dos scanners corporais, softwares de cadastro, treinamentos e operação assistida, além da manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos. A empresa tem 90 dias para entrar em operação, após emissão da autorização de uso por parte do Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEC).

Inicialmente, sete unidades prisionais do Tocantins, de grande e médio porte, irão dispor de scanners corporais. A primeira unidade a receber o equipamento será a Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP). Os scanners corporais também serão instalados na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG), em Araguaína; na Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA); na Casa de Prisão Provisória de Gurupi; na Casa de Prisão Provisória de Paraíso; no Centro de Reeducação Social Luz do Amanhã (CRSLA), em Cariri; e na Unidade de Tratamento Penal de Cariri (UTPC), após conclusão da obra.

Os equipamentos serão custeados com recursos do Fundo Penitenciário Estadual (FUNPES), transferidos do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN). O valor dos scanners não foi divulgado. 


 

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