publicidade
publicidade
Araguaína-TO, quarta, 13 de novembro de 2019
Siga a REDE TO

Estado

DHPP investiga morte de jovem em abordagem da PM

22/03/2019 17h59 | Atualizado em: 26/03/2019 21h38

Reprodução/Facebook Leandro Rocha da Cunha, de 16 anos, morreu após viatura da PM colidir com a bicicleta em que ele estava

REDAÇÃO
REDE TO


A Polícia Civil (PC) do Tocantins está investigando a morte de um adolescente de 16 anos, em um acidente com uma viatura da Polícia Militar, em Palmas. Leandro Rocha da Cunha morreu, na noite da última quarta-feira, 20, no Jardim Aureny IV, na região sul da capital, depois que  a bicicleta foi atingida pelo carro. O enterro do jovem foi realizado, na tarde desta sexta-feira, 22, no cemitério Jardim da Paz. 

O caso está sob a responsabilidade do delegado Guido Camilo, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital. Segundo o titular da DHPP, a polícia está em busca das imagens de câmeras de segurança do local onde ocorreu a colisão. Os PMs envolvidos deverão prestar depoimento na terça-feira, 26. Testemunhas do acidente que alegam terem sofrido ameaças também serão chamadas para depor. O inquérito do caso tem 30 dias para ser concluído. 

Leandro estava indo para a casa da namorada dele, quando avistou a viatura. A família disse que o adolescente figou assustado quando um dos militares apontou uma arma para ele. Com medo, o menor tentou fugir e durante a perseguição, acabou batendo contra um meio-fio e caindo entre as rodas do carro. Como a parte traseira da bicicleta ficou danificada, os parentes de Leandro acreditam que ele foi atingido por trás. 

O jovem morreu ainda no local do acidente, ocorrido por volta das 19h30 de quarta. O caso, porém, só foi comunicado à Polícia Civil às 4 horas da madrugada de quinta-feira, 21.  "O certo seria os militares se apresentarem ao delegado de polícia do plantão após o evento, mas
 a gente tomou conhecimento do ocorrido pela família da vítima", declarou Camilo. 

Leandro não tinha passagens pela polícia, trabalhava em um lava jato e sonhava em cursar Direito para se tornar advogado. “Meu filho não era bandido. Era um trabalhador, estudante e tinha muitos sonhos”, afirmou, emocionada, Iraneide Rocha, mãe do garoto. 

Além da investigação da Polícia Civil, uma outra também deverá ser realizada pela PM. Em nota, a corporação lamentou a morte do adolescente e informou que instaurou um Inquérito Policial Militar a fim de apurar as circunstâncias e os envolvidos. 


 

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.