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Araguaína-TO, quarta, 13 de novembro de 2019
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Estado

Preso PM que matou jovem atropelado em abordagem na capital

27/03/2019 18h13 | Atualizado em: 29/03/2019 20h41

Divulgação Leandro Rocha da Cunha, de 16 anos, morreu após a bicicleta ser atingida por uma viatura da Polícia Militar, em Palmas

REDAÇÃO
REDE TO


Um policial militar envolvido foi preso, na tarde desta quarta-feira, 27, em Palmas, por homicídio qualificado. O PM, que não teve o nome divulgado, conduzia a viatura que atropelou e matou o adolescente Leandro Rocha da Cunha, de 16 anos, no último dia 20 de março, no Jardim Aureny IV, na região sul da capital. 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Justiça atendeu a pedido da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas e decretou a prisão temporária do militar. Antes de ser recolhido ao Quartel do Comando Geral da PM, o homem foi ouvido na sede da delegacia especializada.

A SSP informou que, paralelamente às investigações da DHPP, cujo procedimento tramita em segredo de justiça, também foi instaurado procedimento de natureza administrativa, junto a Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado.

Relembre o caso

Leandro Rocha da Cunha morreu na noite da última quarta-feira, 20, no Jardim Aureny IV, na região sul de Palmas, depois que a bicicleta dele foi atingida por uma viatura da Polícia Militar. O jovem estava indo para a casa da namorada, quando avistou o carro da PM. A família disse que o adolescente figou assustado quando um dos militares apontou uma arma para ele. Com medo, o menor tentou fugir e durante a perseguição, acabou batendo contra um meio-fio e caindo entre as rodas do carro. Como a parte traseira da bicicleta ficou danificada, os parentes de Leandro acreditam que ele foi atingido por trás. 

O jovem morreu ainda no local do acidente, ocorrido por volta das 19h30 de quarta. O caso, porém, só foi comunicado à Polícia Civil às 4 horas da madrugada de quinta-feira, 21. "O certo seria os militares se apresentarem ao delegado de polícia do plantão após o evento, mas a gente tomou conhecimento do ocorrido pela família da vítima", declarou o delegado Camilo Camilo, titular da DHPP. 

Leandro não tinha passagens pela polícia, trabalhava em um lava jato e sonhava em cursar Direito para se tornar advogado. “Meu filho não era bandido. Era um trabalhador, estudante e tinha muitos sonhos”, afirma Iraneide Rocha, mãe do garoto. 


 

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