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Araguaína-TO, segunda, 20 de maio de 2019
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Operação desmonta maior organização criminosa do Tocantins

15/04/2019 21h17 | Atualizado em: 17/04/2019 19h56

Fotos: Divulgação/SSP-TO Deflagrada nesta segunda-feira, 15, operação Intramuros, da Polícia Civil, prendeu 60 pessoas e apreendeu drogas e armas

REDAÇÃO
REDE TO


A Polícia Civil (PC) do Tocantins desmontou, nesta segunda-feira, 15, durante a operação Intramuros, aquela que é considerada uma das maiores organizações criminosas do Tocantins. A ação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra mais de 70 membros do crime organizado em Palmas e outras 13 cidades tocantinenses. Também foram executadas ordens judiciais em Goiás, no Pará e no Piauí.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a maior parte dos alvos já cumpre penas por outros crimes em presídios do estado. Conforme a SSP, foram presas 60 pessoas e apreendidos 1,5 kg de crack, 1 kg de maconha e duas armas de fogo. Cerca de 300 policiais participaram dos trabalhos. 

O delegado Eduardo de Menezes, responsável pela operação, afirmou que as investigações tiveram início em outubro de 2018, após uma tentativa de homicídio no pavilhão B da Casa de Prisão Provisória de Paraíso. "Aprofundamos as investigações a partir da ação realizada pelos técnicos em defesa social da unidade prisional, para impedir a execução de preso, membro de facção de renome nacional, segregado em um das celas do referido pavilhão", explicou. 

"A coleta de informações realizada pela Polícia Civil para esclarecer as causas do atentado contra vida do preso, culminou na construção de rico acervo probatório, o qual delineia com exatidão toda dinâmica criminosa da facção, em especial a engrenagem montada por seus membros para o alcance de sucesso na consumação de homicídios, roubos, entre outros crimes praticados em caráter secundário, com o objetivo de garantir a execução de sua principal atividade, qual seja o tráfico de drogas", completou. 

Assassinatos

Durante entrevista coletiva no final da manhã desta segunda, 15, o delegado esclareceu a população sobre os reflexos da "luta" entre facções nas taxas de homicídios em geral: "Essa rivalidade se estendeu para as ruas e hoje é, sem dúvida, a principal causa dos homicídios ocorridos no estado (e no país)". E acrescentou: "A morte de um criminoso rival é o mais 'importante' ato em favor da facção, reverte ao integrante na figura de uma espécie de pontuação, utilizada posteriormente para ascender na hierarquia da organização".

No decorrer das investigações, o Núcleo de Paraíso da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) conseguiu esclarecer três homicídios, um ocorrido em Paraíso do Tocantins, e outros dois em Palmas, ambos no mês de setembro do ano passado.

"Gerais"

Segundo os investigadores, o grupo criminoso foi fundado ainda ainda na década de 90. Uma prova disso seria, segundo a SSP, sua estruturação em diversos cargos com funções específicas. As principais lideranças atuantes no Tocantins, os chamados “Gerais”, foram presos na operação desta segunda. Cita-se, dentre as figuras de maior envergadura, a prisão do “Geral” do Estado, o “Geral” do Interior, o “Geral” de Palmas, o “Geral da Zona Norte de Palmas, o “Geral” de Araguaína, o Geral de Paraíso, o “Geral” de Lagoa da Confusão, “Geral” de Porto Nacional, “Geral” de Colinas, entre outras.

Contas bloqueadas

As investigações identificaram também que parentes dos faccionados realizaram aberturas de acessos bancários onde os valores das comercializações seriam depositados naquelas contas. Quatro contas bancárias utilizadas para movimentar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas foram bloqueadas.

Cidades

No Tocantins, os criminosos foram detidos nas cidades de Paraíso do Tocantins, Palmas, Barrolândia, Lagoa da Confusão, Marianópolis, Chapada de Areia, Cariri, Porto Nacional, Araguaína, Colinas, Guaraí e Tupirama. Em Goiás, os investigados foram presos em aparecida de Goiânia. No Piauí, foram presos na cidade de Marcolândia e no Pará, em Paraupebas.

Continuidade

A Polícia Civil informou que a operação Intramuros continua em andamento e mais prisões e apreensões podem ser realizadas nas próximas horas. 


 

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