publicidade
publicidade
Araguaína-TO, quinta, 05 de dezembro de 2019
Siga a REDE TO

Municípios

CCZ alerta para risco de doenças causadas por pombos

15/04/2019 21h50 | Atualizado em: 15/04/2019 22h07

Divulgação/Marcos Filho Segundo CCZ, o primeiro lugar a receber as informações de prevenção e controle de aves será o Mercado Municipal

O pombo reproduz até uma dúzia de filhotes por ano e não possui predador em zona urbana. Somado à disponibilidade de refúgio e alimentos, as aves têm descontrole populacional, sendo comum em praças e feiras. O motivo da aglomeração nesses locais é a doação de alimentos e a falta de limpeza que possibilita que se sirvam dos restos. O que as pessoas não sabem é que estão contribuindo para surgimento de doenças causadas por suas fezes, piolhos e penas.

De acordo com a médica veterinária Luciana Coelho Gomes, do Centro de Controle de Zoonose (CCZ), as fezes dos pombos são uma ameaça à saúde do homem. “Criptococose é transmitida por fungos encontrados nos excrementos da ave. A doença causa inflamação no cérebro, uma meningite”. Além da enfermidade citada, os fungos acarretam em doenças respiratórias, como a Histoplasmose, uma infecção pulmonar.

Já a ingestão de alimentos que tiveram contato com o pombo pode causar Salmonelose, uma infeção sintomática por bactérias do tipo Salmonella. “Os sintomas mais comuns são diarreia, febre, cólicas abdominais e vómitos”, alerta a médica veterinária do CCZ. E o contato com penas e piolhos que vivem nos ninhos e se alimentam do sangue das aves podem causar alergias na pele.

Prevenção e controle

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde do Município, Eduardo de Freitas, tudo isso pode ser minimizado não fornecendo alimentos aos pássaros, e também retirando os ninhos que estejam sem filhotes e ovos.

“Nós vamos realizar orientações para diminuir a incidência dos pombos. Começando pelo Mercado Municipal, onde as aves ganham alimentos e também se alimentam dos restos. É preciso deixar que eles procurem os próprios alimentos”, orientou Freitas.

Matar não resolve o caso

Os ninhos que possuírem ovos e filhos não devem ser deslocados. Segundo a Lei nº 9605/98, os pombos são considerados domésticos, levando assim qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus tratos e apreensão, passível de pena de reclusão inafiançável de até cinco anos.

Cuidados na limpeza

Para fazer a limpeza das fezes é importante umedecê-las com água sanitária. Além de combater o fungo, molhar o excremento evita que ele seja pulverizado no ar ao passar a vassoura. É importante também se proteger com um pano enrolado no rosto ou uma mascará respiratória. A higienização livra o local de doenças e manchas causadas pela acidez da amônia contida.

A retirada dos ninhos deve ter o mesmo cuidado com o sistema respiratório e ainda atenção com o contato da pele. Deve-se usar luvas e colocar o ninho dentro de uma sacola plástica, sendo bem amarrada e descartada para coleta de lixo doméstico. Os emaranhados feitos pelos pássaros e suas penas são grandes responsável pelos entupimentos dos ralos e calhas.

 

Com Ascom/Prefeitura

Leia sobre: AraguaínaCCZCuidadosDoençasInfestaçãoMatarPombosTocantins
Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.