publicidade
publicidade
Araguaína-TO, quarta, 26 de junho de 2019
Siga a REDE TO

Estado

Risco de entrada da peste suína no Tocantins deixa autoridades preocupadas

15/05/2019 12h59 | Atualizado em: 17/05/2019 17h17

Divulgação/Lenito Abreu Doença não é transmitida ao homem, mas pode provocar grandes perdas econômicas; Tocantins tem, hoje, um rebanho de suínos que ultrapassa os 320 mil animais

REDAÇÃO
REDE TO


Com o registro de casos da Peste Suína Clássica (PSC), enfermidade contagiosa causada por vírus, nos estados do Ceará e Piauí, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) informou, nesta quarta-feira, 15, que está reforçando as ações contra a doença no Tocantins. O estado conta, atualmente, com rebanho de suínos que ultrapassa os 320 mil animais, criados em 154 granjas comerciais e criatórios de subsistência cadastrados no órgão.

De acordo com a Adapec, entre as principais medidas estão a intensificação da fiscalização de trânsito nas divisas do Piauí e limítrofes a área não livre; vigilâncias ativas; notificação as empresas de transportes coletivos; abatedouros de suínos; comerciantes de rodoviárias, postos de combustíveis e restaurantes sobre o destino dos restos de alimentos desses estabelecimentos. Além disso, a agência deverá promover palestras e reuniões para prestar orientações.


A responsável técnica pelo Programa Estadual de Sanidade de Suídeos da Adapec, Regina Barbosa, afirma que já está sendo providenciada a normatização da obrigatoriedade de desinfecção nas barreiras fixas em veículos transportadores de animais, com ou sem carga, vindos do Piauí e Ceará, comprovados por meio da Guia de Trânsito Animal. “É preciso ressaltar que é proibida o ingresso de suínos de áreas não livres para áreas consideradas livres, como é o caso do Tocantins”, explica.

Segundo o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, semestralmente é realizado o monitoramento da PSC em produtores de granjas de suínos e a cada três anos o inquérito soroepidemiológico para comprovação da ausência do vírus, bem como vigilância ativa periódica nas propriedades de maior risco e atendimento as notificações de suspeitas da enfermidade. “Mesmo assim, temos que redobrar a atenção e aumentar o rigor no controle de trânsito de animais, produtos e subprodutos para evitarmos que a doença entre em nosso território”, avalia.

Sobre a doença

A PSC não é transmitida ao homem. A corrência de um foco, porém, implicaria em grandes perdas econômicas e repercussões sociais com o sacrifício de animais, interrupção das atividades das granjas, redução imediata da produção de carne, restrição comercial de países importadores de animais, carnes, produtos e subprodutos de origem animal, bem como de produtos agrícolas como a soja e o milho, já que alguns mercados só importam os vegetais de área livre da PSC.


Os principais sintomas da doença que acomete os suídeos (suínos e javalis) são: febre alta, perda do apetite, diarreias, paralisias, tremores, manchas hemorrágicas pelo corpo e andar cambaleante. Em caso de suspeita da PSC, o produtor deve comunicar imediatamente a Adapec.

Conforme o Ministério da Agricultura, a zona livre de PSC do país inclui o Distrito Federal, o Tocantins e outros 14 estados (RS, SC, PR, MG, SP, MS, MT, GO, RJ, ES, BA, SE, RO e AC).


 

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.