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Araguaína-TO, quinta, 22 de agosto de 2019
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Estado

Guerra entre governo e delegados se acirra após erros em relatório

19/06/2019 15h04 | Atualizado em: 26/06/2019 14h09

Divulgação Governo e delegados do Tocantins divergem sobre Relatório de Atividade Funcional; para estado, medida atende interesse público, já o Sindepol vê

REDAÇÃO
REDE TO


O governo do Tocantins divulgou uma nota, nesta quarta-feira, 19, informando que constatou dados inconsistentes nos compilados em Relatório de Atividade Funcional (RAF) dos delegados de Polícia Civil do Tocantins. O documento, com o indíce de produtividade das autoridades policiais, tinha sido publicado na edição desta terça, 18, do Diário Oficial do Estado

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a
 desconformidade foi evidenciada em Nota Técnica elaborada pela Diretoria de Inteligência e Estratégia da instituição, responsável pelo levantamento dos dados. A SSP disse que, nesta quarta, será publicada uma nova portaria tornando sem efeitos a publicação anterior.

No comunicado, o órgão diz ainda "que foi determinada a verificação dos motivos determinantes para o fato e eventual apuração de responsabilidades". 

Polêmica

O governo afirma que a proposta contemplada no RAF atende às diretrizes de uma gestão pública baseada em evidência e orientada por resultados, que possam garantir uma melhor prestação de serviços à população tocantinense a partir de um atendimento às demandas de segurança pública local com presteza e rendimento funcional.

“Nosso enfoque é a efetividade e o avanço nas políticas e projetos de segurança pública para o Tocantins. E, para isso, é necessário um diagnóstico para o planejamento e execução de ações eficientes. O Relatório apresentado hoje é uma parte do leque de dados sobre a estrutura de nossos órgãos e atuação de nossos profissionais, que trabalham a serviço da satisfação das necessidades de nossa população. Dentro desse contexto, estamos capacitando nosso efetivo e ouvindo suas sugestões e demandas”, explica o secretário Cristiano Sampaio.


Já o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins alega que o relatório é uma medida  "clara de opressão ao combate à corrupção no Estado do Tocantins", pois desvaloriza o trabalho desempenhado pelos delegados frente às investigações complexas e desestimula principalmente os profissionais que atuam no interior. A baixa produtividade de delegados envolvidos com investigações de corrupção é questionada pelo Sindepol. 

Nesta quarta, o presidente da entidade, Mozart Félix, declarou que foi solicitada ao Ministério Público do Estado do Tocantins, através da Promotoria do Patrimônio e Probidade Administrativa, bem como do órgão responsável pelo Controle Externo da Atividade Policial, a apuração das "gravíssimas irregularidades contidas na publicação desse documento oficial, que podem configurar, em tese, atos de improbidade administrativa e, até mesmo, infrações penais". 

 

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