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Araguaína-TO, segunda, 09 de dezembro de 2019
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Estado

Operação da PF prende ex-governador Marcelo Miranda em Brasília

26/09/2019 07h13 | Atualizado em: 26/09/2019 10h15

Divulgação/Pedro Barbosa O ex-governador e presidente regional do MDB, Marcelo Miranda, foi detido, no apartamento funcional da mulher, a deputada federal Dulce Miranda (MDB)
REDAÇÃO
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A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira, 26, em Brasília, o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB). Marcelo foi detido, no apartamento funcional da esposa, a deputada federal Dulce Miranda (MDB). A parlamentar não é investigada. 

De acordo com a PF, o ex-governador faria parte de uma organização criminosa acusada de vários crimes, entre eles peculato, fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, recebimento de proprina, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A suspeita é que o esquema tenha causado um prejuízo de R$ 300 milhões aos cofres públicos. 

Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, expedidos pelo juiz João Paulo Abe, da 4ª Vara Criminal de Palmas, a pedido do procurador Paulo Marques, do Ministério Público Federal. Além de Marcelo, também foram presos o pai dele, Brito Miranda, na capital tocantinense, e o irmão do ex-governador, Brito Miranda Júnior. 

Essa é a segunda vez que o Tocantins tem um ex-governador preso. Em outubro de 2016, Sandoval Cardoso, então chefe do Executivo estadual, foi detido na Operação Ápia, que investigava fraudes em licitações para a realização de obras de pavimentação asfáltica. 

Cassado duas vezes do mandato de governador, Marcelo tinha sido eleito, em junho deste ano, presidente regional do MDB. 

Ex-secretário preso

Nesta quarta, a polícia já tinha prendido, durante a Operação Carotenóides, desdobramente da Operação Reis do Gado, o ex-secretário extraordinário de Integração Governamental do Tocantins no governo Marcelo Miranda, Elmar Batista Borges, conhecido como Cenourão, e a mulher dele Tatiane Felix Arcanjo. A PF suspeita que ambos atuassem como 'laranjas' na compra de veículos, que, na verdade, tinham como verdadeiro proprietário o ex-governador.



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