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Araguaína-TO, terça, 15 de outubro de 2019
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Estado

PF prende grupo que desviou R$ 5 mi em recursos públicos no TO

02/10/2019 16h18 | Atualizado em: 04/10/2019 21h50

Arquivo/Agência Brasil Operação IMHOTEP, da Polícia Federal, cumpre dezenas de mandados em cidades do Bico do Papagaio

REDAÇÃO
REDE TO


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 02, a a Operação IMHOTEP, com o objetivo de desarticular organização criminosa responsável por fraudes em certames públicos, corrupção, desvio de recursos públicos. 

De acordo com a PF, cerca de 120 policiais federais e sete auditores da Controladoria Geral da União cumprem 28 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva, sequestro de 11 veículos, avaliados em R$ 1,5 milhões, e bloqueio de imóveis e de R$ 2,5 milhões dos investigados.

As ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara Federal de Araguaína, são cumpridas nas seguintes cidades tocantinenses: Palmas, Pugmil, Augustinópolis, Palmeiras do Tocantins, Praia Norte, Sampaio, Sítio Novo do Tocantins, Araguatins, Buriti do Tocantins, São Sebastião do Tocantins, São Miguel do Tocantins, Praia Norte, Carrasco Bonito e Nazaré. Também há mandados para serem executados em Imperatriz e Sítio Novo, no Maranhão. 

Investigações

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início com a notícia apresentada por um morador de uma das cidades do Bico do Papagaio, narrando irregularidades na contratação de uma falsa cooperativa de transporte por municípios da referida região. 

Com realização de diligências pela PF e pela CGU, foi possível identificar uma organização criminosa responsável por fraudar, mediante pagamento de propina a agentes públicos, mais de 20 processos licitatórios, com favorecimento de cinco empresas ligadas ao grupo criminoso.

Os contratos fraudados tinham por objeto a locação de veículos, locação de palcos, realização de eventos, entre outros serviços.

A investigação aponta que o grupo criminoso, no período de 2017 a 2019, recebeu mais de R$ 41 milhões em razão de contratos fraudados, sendo no mínimo R$ 5 milhões resultado direto de desvio de recursos públicos.

Nome da operação

Conforme a PF, o nome da operação faz alusão a IMHOTEP, considerado o maior vizir (assessor) de todos os tempos e arquiteto da primeira pirâmide do Egito, onde, longe dos olhos do público e de curiosos, acobertavam-se grandes riquezas.


 

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