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Araguaína-TO, domingo, 17 de novembro de 2019
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Estado

PF prende empresários suspeitos de desviar milhões de reais no TO

06/11/2019 10h25 | Atualizado em: 12/11/2019 21h17

Reprodução Operação Replicantes, da Polícia Federal, investiga organização criminosa acusada de desviar recursos públicos por meio de grupo empresarial do ramo gráfico

REDAÇÃO
REDE TO 


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 06, a Operação Replicantes, com o objetivo de combater uma organização criminosa investigada por prática de corrupção, peculato, fraudes em licitações, desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro, no Tocantins.

A PF afirma que os suspeitos podem ter movimentado dezenas de milhões de reais por meio de um grupo empresarial do ramo gráfico. O esquema criminoso envolve “pessoas influentes no meio político, com poderes suficientes para aparelhar o estado, mediante a ocupação de cargos comissionados estratégicos.”

Os policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e dois de prisão temporária, todos expedidos pela 4ª Vara Federal no Tocantins, na cidade de Palmas.

Segundo a Polícia Federal, a operação buscar obter novas provas, interromper a continuidade das ações criminosas, identificar e recuperar os recursos desviados. O nome dela, "Replicantes", faz referência ao ramo de atuação do grupo empresarial investigado e à postura de enfrentamento do grupo criminoso.

Alvos da operação

A PF prendeu, preventivamente, o empresário do ramo gráfico Franklin Douglas Alves Lemes, em um imóvel na Quadra 404 Sul. Já Carlos Gomes Cavalcante Mudim Araújo e Alex Câmara, proprietário do Sistema Orla de Comunicação, foram detidos temporariamente. A prisão preventiva, diferente da temporária, que tem o prazo de cinco dias, não tem um tempo definido. 

Entre as pessoas contra os quais foram expedidos mandados de busca e apreensão está um ex-secretário de Comunicação do Tocantins, que teve o aparelho celular retido. Ele teria constrangindo o jornalista Lailton Costa, do Jornal do Tocantins, para impedir a publicação das reportagens envolvendo o suposto esquema.


São alvos da operação as gráficas WR, Exata e Prime, todas prestadoras de serviços do governo do estado. Os contratos suspeitos teriam sido firmados durante o último mandato do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), que está preso, em Palmas, em razão de outra operação, a "Reis do Gado". 

Outro lado

A REDE TO vem tentando entrar em contato com as pessoas e empresas investigadas.  O email para envio de notas é [email protected]. Assim que forem recebidos, os posicionamentos serão incluídos na reportagem. 


 

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