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Estado

Carlesse contraria Bolsonaro e mantém ações contra a covid-19

25/03/2020 14h40 | Atualizado em: 26/04/2020 01h02

Divulgação/Aldemar Ribeiro O governador Mauro Carlesse (DEM) decidiu manter restrições previstas em decreto de calamidade pública como forma de combater o avanço do coronavírus no Tocantins
REDAÇÃO
REDE TO


Contrariando o entendimento do presidente Jair Bolsonaro, o governador Mauro Carlesse (DEM) decidiu que o Tocantins continuará seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde para enfrentamento da covid-19, doença causa pelo novo coronavírus. 

Em nota divulgada, nesta quarta-feira, 25, pela Secretaria de Comunicação, o governo afirma que o Tocantins foi um dos primeiros estados a apresentar o plano de contingência para a Covid-19 e também um dos primeiros estados a criar um comitê de crise formado por todos os poderes, órgãos de controle, forças de segurança e especialistas em saúde, para debater a antecipação de ações com o objetivo de minimizar os impactos da chegada da doença ao Estado.

O comunicado enumera várias ações que vem sendo desenvolvidas para combater a pandemia no estado como o decreto de calamidade pública, aprovado, nesta terça-feira, 24, pela Assembleia Legislativa, a aquisição de seis mil testes rápidos para aferir a Covid-19 e o reforço no estoque de equipamentos de proteção individual para assegurar aos profissionais da saúde as condições necessárias para atenderem a população.

Também é destacada entre as medidas a antecipação das férias escolares, a entrega de kits de alimentos para as famílias dos alunos da rede estadual, a implantação do trabalho remoto para os servidores estaduais, a redução do número de passageiros em 50% da capacidade dos veículos do transporte intermunicipal e o fechamento de empresas que não prestam serviços essenciais.

A nota cida ainda a Medida Provisória, assinada nesta terça, que proíbe por 90 dias o corte no fornecimento de água e energia elétrica no Tocantins.

O governo encerra pedindo que a
 população fique em casa, pois só assim será possível evitar a propagação do novo Coronavírus, proteger a população e não permitir que haja um colapso na rede de atendimento em saúde no estado.

Entidades, prefeitos e órgãos de fiscalização

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) disse que discorda das declarações do presidente de que as pessoas devem sair do isolamento social e pediu que as pessoas fiquem em casa. Alguns prefeitos do estado também já deixaram claro que não irão adotar a estratégia insensata de Bolsonaro. A primeira delas foi Cinthia Ribeito (PSDB), de Palmas. "A luta é para permanecermos vivos. Não há precedentes na história do mundo sobre o que estamos enfrentando. Até q me prove o contrário, estatisticamente e de forma muito segura ... em Palmas vamos permanecer seguindo as medidas adotadas. São vidas em jogo, não vamos arriscar!", declarou no Twitter. 

Órgáos locais de fiscalização como Ministério Público e Defensoria Pública também reforçaram o pedido para que os tocantinenses continuem evitando sair de casa. 


Casos

O Tocantins tem, atualmente, sete casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, todos em Palmas. O número de casos suspeitos e descartados não foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nem no domingo, 23, nem na segunda, 24, por causa de problemas técnicos no sistema de dados do Ministério da Saúde. 



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