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Araguaína-TO, quinta, 29 de outubro de 2020
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Estado

Violência doméstica cresce no TO com 192 casos só em agosto

18/09/2020 21h08 | Atualizado em: 22/09/2020 21h16

Marcos Santos/USP Imagens Dados da Polícia Militar revelam crescimento de 7% do número de denúncias no mês de agosto; Defensoria reforça que pedir socorro é essencial

Um total de 192 denúncias de violência contra a mulher foi registrado pela Polícia Militar do Estado do Tocantins (PMTO) no mês de agosto. O período é quase 7% superior ao registrado no mês de julho deste ano, quando os policiais atenderam 178 ocorrências. As estatísticas da PM contemplam violência física, psicológica, patrimonial, moral, tentativa de homicídio e feminicídio no Estado.

A coordenadora do Núcleo Especializado de Assistência e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), defensora pública Franciana Di Fátima, afirma que o aumento de ocorrências de agressões ao gênero é preocupante e há ainda mais vulnerabilidade no período de isolamento social. Contudo, pode revelar também uma maior força das mulheres em denunciar as agressões, pois quebrar o ciclo da violência é sempre um desafio para a vítima. “As mulheres estão mais confiantes de que elas estão protegidas com a rede de assistência. Pedir socorro ainda é uma das mais eficientes ferramentas de combate”, destaca a defensora pública.

De acordo com a comandante da Patrulha Maria da Penha no Tocantins, capitã da Polícia Militar Flávia Roberta de Oliveira, o crescimento das denúncias pode estar ligado ao aumento de informações recebidas durante o mês de agosto, que é dedicado ao combate à violência contra a mulher, através de campanhas informativas e ações de conscientização. Outro ponto, apontado pela comandante, é a rede de proteção à mulher que o Estado tem proporcionado com a intensificação das ações pela Polícia Militar, e também pelo maior acesso da população às delegacias especializadas.

Você não está só!

Fortalecer a mulher para que ela tenha coragem de quebrar o ciclo da violência tem sido um dos papeis da Defensoria Pública. É o caso da campanha "Você Não Está Só", que tem o objetivo de sensibilizar todos e todas a denunciarem situações de violência contra mulheres, crianças e adolescentes.

A campanha traz peça em vídeo (veja o vídeo clicando aqui), produzida sem áudio, para que as mulheres que recebam os conteúdos via WhatsApp, ou o vejam em redes sociais, possam assisti-los sem chamar à atenção sobre a mensagem que está sendo repassada. Outras peças publicitárias integram a campanha, como posts para redes sociais e spots de rádio, sempre com informações sobre a rede de proteção e a importância de se denunciar casos de violência, mesmo que a pessoa denunciante não seja a vítima.

Atendimento

As mulheres que tiverem sua vida, integridade física ou psicológica ameaçadas podem requerer algumas das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, como por exemplo, a proibição que o agressor se aproxime da ofendida, de seus familiares e das testemunhas; ou ainda a suspensão da posse ou restrição do porte de armas.

Mesmo em tempos de isolamento social em razão da pandemia da covid-19, os atendimentos às vítimas de violência doméstica seguem disponíveis na DPE-TO. As assistidas que necessitarem de assistência ou orientação jurídica do Nudem ou da 2ª Defensoria Pública de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica podem buscar ajuda pelo atendimento remoto.

Todos os contatos devem ser feitos via WhatsApp e em horário comercial. Em Palmas, os números à disposição são o do Nudem, 3218-1615, e o da 2ª Defensoria, 3218-6771. Já em Porto Nacional, a DPE-TO atende vítimas de violência doméstica pelo telefone 3363-8626; enquanto em Gurupi no 3315-3409 e 99241-7684; e em Araguaína e região no 3411-7418.

 

Com Ascom/DPE-TO

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