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Estado

Carlesse confirma presença na CPI da Covid: 'estou à disposição'

27/05/2021 14h58 | Atualizado em: 28/05/2021 16h41

Reprodução/Instagram Em vídeo divulgado nas redes sociais, o governador Mauro Carlesse (PSL) disse que está

REDAÇÃO
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O governador Mauro Carlesse (PSL), divulgou, nas redes sociais, um vídeo, nas redes sociais, em que comenta a sua convocação para Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado Federal. O gestor disse que está "tranquilo" e que assim que for chamado, estará lá. Falou da transparência dos gastos e garantiu que respeita o dinheiro público.

De acordo com o governo do estado, no depoimento, que ainda não tem data marcada, Carlesse irá apresentar relatório da Secretaria de Estado da Saúde (SES) sobre o processo de compras de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), em 2020. Foi por causa da Operação Personale, da Polícia Federal (PF), contra o suposto superfaturamento de máscaras, que o governador foi chamado à CPI. 


O governo afirma que foi a própria SES que denunciou aos órgãos de controle o possível crime contra a economia popular em função do alto preço das máscaras cobrado pelas empresas. Uma medida, segundo o estado, "de transparência com os gastos públicos para não haver danos ao erário público, além de garantir os insumos necessários ao atendimento da população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS)".

"Todo o processo de compra foi realizado de forma transparente, com acompanhamento e orientação direta dos órgãos de controle, para que não restassem dúvidas sobre as ações da gestão no sentido de manter os profissionais com saúde e a população bem atendida. Todos os recursos recebidos pelo Governo para combate à pandemia estão no Portal da Transparência e divulgado nas redes e nos canais oficiais do Estado para que todos saibam como foram investidos”, declarou Carlesse.


Valor inflacionado

De acordo com o governo, em março de 2020, a SES tentou realizar compra emergencial da máscara N95 PFF2, contudo a empresa Científica Médica Hospitalar LTDA, vencedora do pregão eletrônico, solicitou um pedido de cancelamento da compra com preços antes praticados e reajuste de valores, justificando que o cenário pandêmico causou alto consumo de materiais médicos hospitalares no mercado o que ocasionou a imprevisão de novas produções.

 “A Secretaria da Saúde e toda Gestão Estadual sempre esteve à disposição das autoridades. Na época da referida compra, tínhamos mais de 40 empresas que comercializam equipamentos de proteção individual, mas estavam sem o produto em estoque, em razão do pico da pandemia. Por isso, foi feita aquisição, por dispensa de licitação, e em razão do sobrepreço, a própria Gestão realizou a denúncia aos órgãos competentes, que embasaram as investigações da Polícia Federal”, afirma o titular da SES, Edgar Tollini.

Operação

A Operação Personale da Polícia Federal (PF) foi deflagrada, em junho de 2020, para apurar suposto superfaturamento na compra, de 12 mil máscaras de proteção facial, no valor de R$ 35 cada, totalizando R$ 420 mil. Os preços antes praticados em processo licitatório para o fornecimento de equipamentos idênticos variavam de R$ 1,93 e R$ 3,64.

Recursos da União

O Governo do Tocantins afirma que recebeu da União, do início da pandemia até a primeira quinzena de abril, um total de R$ 142 milhões para o combate à Covid-19, incluídos neste valor doações de equipamentos de proteção e respiradores.

Ainda de acordo com o estado, o Tocantins criou 481 leitos exclusivos para pacientes com a Covid-19. Sendo 266 clínicos e 181 UTIs.


 

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