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PF mira uso de aviões adaptados para levar drogas a outros países

31/03/2022 09h21 | Atualizado em: 31/03/2022 09h57

Divulgação/PF
REDAÇÃO
REDETO, com informações da PF

Um quadrilha de traficantes de drogas é alvo da "Operação Tuup", da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta quinta-feira (31) no Tocantins e em mais sete estados. As investigações e a operação contaram com o apoio técnico da Agência Nacional de Aviação Civil-ANAC.

De acordo com a PF, os investigados foram responsáveis pela preparação e adaptação de três aeronaves em um mesmo aeródromo privado, localizado no município de Nova Ubiratã/MT. O proprietário também é investigado pelo consentimento do uso da propriedade, como também por ter auxiliado os demais investigados nas três empreitadas criminosas.

As aeronaves foram preparadas por integrantes do grupo investigado, em agosto de 2020, outubro de 2021 e dezembro de 2021. A primeira decolou de Nova Ubiratã/MT, em agosto de 2020, e foi utilizada pelo grupo criminoso para transportar drogas até a Guatemala.

As autoridades policiais e o Ministério Público da Guatemala informaram a apreensão de 735 quilos de cocaína naquela ocasião, informando ainda que a aeronave foi incinerada pela tripulação, após o pouso realizado em uma pista clandestina, dois dias depois de deixar o Brasil.

A segunda aeronave foi aprendida em Belize, também na América Central. Ela foi encontrada horas após a decolagem do aeródromo de Nova Ubiratã/MT, em outubro de 2021, também utilizada para transportar drogas. A polícia de Belize informou que a aeronave foi totalmente incinerada pela tripulação, imediatamente após o pouso em uma pista clandestina situada em uma região de Belize, próxima à fronteira com a Guatemala. Já a terceira aeronave também foi preparada no aeródromo de Nova Ubiratã/MT, em novembro de 2021, e decolou no mês de dezembro do mesmo ano para realizar o transporte internacional de drogas.

Ainda segundo a Polícia Federal, os aviões comprados eram registrados em nomes de laranjas. Além disso as investigações apontaram que as operações de voos eram irregulares e colocavam em risco a segurança do transporte aéreo.

Ao todo estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária, quatorze mandandos de busca e apreensão e um mandado de sequestro de bem imóvel. As ordens judiciais são cumpridas no Tocantins, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Ceará, Amapá, Pará e Santa Catarina.

O suspeito de chefiar a quadrilha mora em Palmas. Ele não foi localizado pela PF e é considerado foragido. O homem foi preso pela Polícia Civil de Goiás no início de 2021, mas estava solto.



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