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Álvaro Ferreira é condenado a 20 anos pela morte de Danielle Lustosa

02/04/2022 00h19 | Atualizado em: 02/04/2022 00h19

Orla Notícias
REDAÇÃO
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O médico Álvaro Ferreira da Silva foi condenado a 20 anos, 4 meses e 15 dias de prisão pela morte da professora Danielle Christina Lustosa Grohs, com quem era casado. O crime aconteceu em dezembro de 2017, em Palmas.

Álvaro foi a júri popular nesta sexta-feira (01), no Fórum de Palmas. O julgamento começou por volta das 9 horas e durou todo o dia. A sentença foi lida por volta das 22h30, pelo júiz Cledson José Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas.

O médico foi condenado por feminicídio com as agravantes do crime ter sido cometido por motivo torpe, com emprego de asfixia e dificultando a defesa da vítima. Ele, que respondia ao processo em liberdade, deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado.

Ao todo foram ouvidas nove testemunhas, incluindo um policial civil que acompanhou a investigação, um prestador de serviço da casa de Danielle e um inquilino do casal.

Durante o processo, a defesa de Álvaro fez várias tentativas de adiar ou anular o julgamento, inclusive solicitando ao Tribunal de Justiça (TJTO) e ao Superior Tribunal (STF) Federal, mas todos os pedidos foram negados.

O crime

Danielle Lustosa foi encontrada morta dentro de casa no dia 18 de dezembro de 2017 e o corpo apresentava marcas de estrangulamento. Álvaro passou a ser considerado suspeito do crime por sido preso dois dias antes da morte da professora após ter sido denunciado por agredí-la.

A polícia procurou o médico por quase um mês. Ele foi preso em janeiro de 2018, em Goiás, depois de postar uma foto nas redes sociais quando estava em uma igreja. Álvaro foi levado para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas, mas foi solto após alegar problemas de saúde e passou a cumprir prisão domiciliar. Tempos depois voltou a atuar como médico na rede pública de Palmas.

Álvaro e Danielle viveram juntos por quase duas décadas e a separação não foi amigável. Na época as investigações apontaram que ele teria retirado veículos que pertenciam a professora da casa dela e pedido que a água do imóvel fosse desligada.

 
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