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Araguaína-TO, Thursday, 18 de August de 2022
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Dois réus são condenados pela morte de vendedor de frutas no TO

06/05/2022 14h28

Divulgação
REDAÇÃO
REDETO


Aumirlei Alves de Castro e Cláudio Kennedy Goiás de Araújo foram condenados pela morte do vendedor de frutas Carlos Magno Alves Reis, em Araguaína, na região norte do estado. O crime aconteceu em julho de 2020.

O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (05) e durou o dia inteiro. Aumirlei Alves foi condenado a 18 anos, 10 meses e 27 dias de prisão, que deverá ser cumprida em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima; tortura mediante sequestro e ocultação de cadáver. Ele também terá que pagar uma indenização de R$ 10 mil destinada aos herdeiros da vítima.

Já Cláudio Kennedy foi condenado por tortura mediante sequestro e ocultação de cadáver, sendo a pena de 04 anos, 02 meses e 15 dias de reclusão em regime semiaberto. Alberto Vulcão Barbosa foi absolvido da acusação de crime de testemunho falso. Ele teria tomado conhecimento do crime por relato de Cláudio Kennedy. Porém, durante seu depoimento, teria prestado informações falsas à Polícia Civil, visando dificultar a elucidação do homicídio, segundo o Ministério Público.

O crime

A acusação feita pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) apontou que o empresário Aumirlei Alves, suspeitava de que Carlos Magno havia subtraído o aparelho de telefone da sua esposa. Aumirlei teria planejado o sequestro da vítima a fim de obter a confissão do furto e conseguir informações sobre o paradeiro do celular.

Ele teria agido na companhia do comparsa Cláudio Kennedy amarrando a vítima e se revezando em uma sessão de torturas físicas e psicológicas, sendo que Carlos Magno afirmava sempre não ter subtraído o aparelho.

Carlos Magno tentou fugir, mas foi alcançado por Aumirlei próximo a um córrego, onde eles iniciaram um embate físico. Debilitado pela tortura, a vítima não teria tido força suficiente para reagir e terminou sendo afogada por Aumirlei, segundo o MP.

O Ministério Público alegou ainda que, após verificarem que Carlos Magno estava morto, Aumirlei e Cláudio Kennedy teriam retornado para a cidade, onde compraram uma pá e uma lona, utilizadas depois para cavar um buraco e enterrar o corpo da vítima.



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