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Araguaína-TO, Saturday, 13 de August de 2022
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Justiça mantém prisão de policiais civis investigados pela PF

Audiência de custódia foi realizada nesta sexta-feira (24), em Palmas. Os policiais presos ficarão em carceragens especiais fora do sistema prisional de Palmas por questões de segurança. Isso foi um pedido da defesa dos agentes que foi acatada pelo Tribunal de Justiça.

25/06/2022 08h33

Divulgação/PF
REDAÇÃO
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Após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24), no Fórum de Palmas, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva dos cinco agentes da Polícia Civil presos durante a Operação Caninana, da Polícia Federal (PF), que investiga a suposta existência de um grupo de extermínio.

Os policiais presos ficarão em carceragens especiais fora do sistema prisional de Palmas por questões de segurança. Isso foi um pedido da defesa dos agentes que foi acatada pelo Tribunal de Justiça.

Quatro agentes chegaram a ser levados para o presídio de Cariri do Tocantins, na região sul do estado. O quinto policial se apresentou à Polícia Federal no Rio Grande do Sul e foi transferido para Palmas nesta sexta-feira.

A Operação Caninana

Os agentes federais cumpriram mandados de busca em dez endereços na última quarta-feira (22). A PF esteve na sede da Denarc e a Corregedoria-geral da Polícia Civil acompanha a operação. Quatorze medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais a suspensão da função pública dos investigados, também foram autorizadas.

As investigações da Polícia Federal apontaram que os policiais civis tinham um grupo em um aplicativo de mensagens onde monitoravam a saída de pessoas recém egressas do sistema prisional e as executavam de forma planejada. O grupo teria sido responsável por até duas dezenas de assassinatos praticados entre 2019 e 2020 no estado.

Um dos casos investigados pela PF aconteceu no dia 27/03/2020, quando cinco pessoas foram mortas com indícios de execução nos bairros de União Sul e Jardim Aureny I.

A Justiça decretou a prisão de cinco agentes da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Palmas, investigados por supostamente integrarem o grupo de extermínio dentro da Polícia Civil do Tocantins. As prisões preventivas foram decretadas pelo colegiado de juízes do Tribunal de Justiça do Tocantins.

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão temporária de dois delegados da Polícia Civil, mas a Justiça negou.

Os cinco policiais alvos dos mandados de prisão preventiva se apresentaram espontaneamente, segundo o advogado de defesa, Antônio Ianowich.

Indícios de grupo de extermínio

A PF disse que encontrou indícios de um grupo de extermínio dentro da Polícia Civil do Tocantins durante as operações que levaram à renúncia do ex-governador Mauro Carlesse. O ex-governador não foi investigado nesta operação.

As investigações apontaram que membros da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública monitoravam investigações e cumpriam ordens do ex-governador. Essa nova operação se originou quando as investigações sobre as mortes foram desmembradas.

 
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