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Araguaína-TO, Monday, 08 de August de 2022
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Estado

Palmas: Defesa alega inocência de policiais denunciados

O advogado Antonio Ianowich, que defende os cinco agentes, afirmou que eles foram vítimas de uma possível "conspiração". Ele afirmou ainda que a denúncia do Ministério Público não possui nenhuma "prova circunstacial" que os inscrimine.

22/07/2022 10h00

Gazeta do Cerrado
REDAÇÃO
REDETO

O Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (SINPOL) convocou uma coletiva de impresa na tarde desta quarta-feira (20) para comentar sobre a operação "Caninana", que resultou na denúncia de cinco policiais civis e dois delegados suspeitos de integrarem um suposto grupo de extermínio em Palmas.

Os cinco agentes foram presos em 22 de junho, durante a operação. No dia 15 de julho, os dois delegados foram denunciados pela 1ª promotoria de Justiça da capital. Eles foram afastados das funções.

O advogado Antonio Ianowich, que defende os cinco agentes, afirmou que eles foram vítimas de uma possível "conspiração". Ele afirmou ainda que a denúncia do Ministério Público não possui nenhuma "prova circunstacial" que os inscrimine.

Segundo o Ministério Público, o grupo de extermínio seria responsável por cinco mortes que ocorreram no mesmo dia, em março de 2020, nos setores União Sul e Aureny I. A denúncia afirma que os policiais teriam usado veículos da Polícia Civil na prática dos crimes. O objetivo, segundo o MP, seria fazer uma "limpeza social" em Palmas. As vítimas tinham passagens pela polícia.

O sindicato afirmou que está em favor dos agentes investigados.

Um áudio

Durante a coletiva, o advogado Antonio Ianowich apresentou um áudio em que delegados estariam supostamento forjando um flagrante com utilização de santinhos políticos. Uma das vozes no áudio seria do delegado Guilherme Rocha. (Ouça o áudio abaixo)



O que diz a Secretaria de Segurança Pública

A SSP, por meio da Corregedoria-Geral, esclareceu que, em relação a um suposto vazamento de informações, já existe uma sindicância em andamento. Sobre denúncias envolvendo o delegado Guilherme Rocha, a Corregedoria-Geral irá apurar eventuais responsabilidades quanto às denúncias relativas ao áudio atribuído à citada autoridade policial.

Sobre o suposto envolvimento de agentes públicos da SSP em homicídios, a secretaria reitera que a denúncia tramita em inquérito policial sigiloso. Já a respeito do suposto uso de veículos da instituição, a SSP esclarece que mesmo os descaracterizados são controlados e eventuais utilizações indevidas são permanentemente apuradas.

 A REDETO ainda não conseguiu contato com o delegado Guilherme Rocha.



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