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Estado

Preso é morto com golpe de punhal dentro da Barra da Grota

Vítima estava tomando banho de sol quando foi atingida

02/10/2013 12h39 | Atualizado em: 03/10/2013 11h46

Reprodução/TV Anhanguera Welkes Paulo Neto de Oliveira foi transferido do presídio Luz do Amanhã, em Cariri do Tocantins, para a Barra da Grota há quatro meses

REDAÇÃO


Welkes Paulo Neto de Oliveira, de 27 anos, foi morto na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG), em Araguaína, na manhã desta quarta-feira, 02. O preso foi assassinado com golpes de uma arma artesanal por volta das 10h20. 

Segundo agentes penitenciários, a vítima estava voltando do banho de sol em direção a cela 107, localizada no Pavilhão B, quando foi atingida por um punhal feiro pelos próprios detentos. O coração de Welkes foi atingido e ele morreu na hora. 

Durante o crime, os detentos teriam passado creme dental nas lentes das câmeras de segurança do presídio para dificultar a identificação dos envolvidos no crime. 

 
De acordo com a direção do presídio, Welkes foi transferido do presídio Luz do Amanhã, em Cariri do Tocantins, para a Barra da Grota há quatro meses. Ele cumpria pena de sete anos e seis meses em regime fechado pelo crime de tráfico de drogas. 

Motim

Na tarde de ontem, 1º, foi registrado um princípio de motim dentro do presídio. De acordo com a direção da unidade, presos da área conhecida como "Seguro", onde ficam os detentos de maior periculosidade, colocaram fogo em uma das celas e, por pouco, não deram início a uma rebelião. 

O alvoroço começou depois que 20 presos que estavam na área de convivência da unidade se negaram a entrar nas celas. Eles teriam montado
 barricadas na sala que dá acesso ao local. O clima ficou tenso e a situação só foi controlada por volta das 22h30 após o uso de granadas de gás lacrimogêneo e armas não letais. 

Três barras de ferros, três facas artesanais e duas brocas foram apreendidas durante revista. Os presos envolvidos na confusão foram encaminhados para o IML, onde passaram por exame de corpo de delito, retornando, em seguida, para a unidade. 

Tentativa de fuga

Na madrugada do último sábado, 28,
 quatro presos foram flagrados por agentes penitenciários serrando as grades da sala de triagem onde estavam. O nome dos detentos não foi divulgado. Sem dar mais detalhes, a direção da Barra da Grota informou que os envolvidos foram transferidos para outro setor do presídio. 

Essa foi a sétima vez que detentos tentam fugir do presídio de segurança máxima em menos de 4 meses. O número pequeno de agentes durante o plantão pode ter facilitado a ação dos detentos. 

Apreensões


Na última quarta-feira, 25, durante revista no presídio, a polícia apreendeu celulares, drogas, cerras, facas artesanais, chuços (armas artesanais) e até uma balança para pesar entorpecentes. 

Na oportunidade, a direção da Barra da Grota informou que foi aberto procedimento administrativo para investigar como os objetos entraram na unidade. 

Fogo no pátio

Na noite do último dia 12 de setembro, presos colocaram fogo no pátio do presídio. As chamas foram lançadas das janelas das celas da área onde ficam os presos de maior periculosidade. O fogo atingiu apenas a grama do pátio e foi controlado por agentes penitenciários. NInguém ficou ferido.

Um funcionário da unidade contou que apesar do problema, as celas de onde partiram as chamas não puderam ser vistoriadas. O motivo: o número insuficiente de funcionários e a falta de equipamentos como armas não-letais. 

Investigação

Uma investigação em andamento apura se funcionários da Umanizzare, que administra o presídio desde 2011, estariam facilitando a entrada de objetos na unidade e, com isso, possibilitando a execução de planos de fuga. Dez pessoas foram ouvidas e alguns agentes de ressocialização da empresa teriam sido afastados.

Facções criminosas

Durante revista realizada nesta semana, foi encontrada mais uma carta na Barra da Grota que mostra o interesse de facções criminosas de outros estados no Tocantins. Dessa vez, o documento cita o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção de São Paulo. 


“os irmãos lá no SP e os demais pode decer um fortalecimento e nois uni nossos corre pra disinvolver na medida do possível. (...) O mês de outubro estar pertinho", diz um trecho da carta, interpretado pelos agentes com uma aviso de uma possível rebelião no mês de outubro. 

Outra carta, também encontrada na unidade, traz os nomes de 43 presos que teriam se "filiado" ao Comando Vermelho, organização criminosa do Rio de Janeiro. 

 

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