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Suspeito da morte de sindicalista é assassinado na Barra da Grota

O clima é tenso dentro do presídio de segurança máxima

03/10/2013 13h26 | Atualizado em: 04/10/2013 18h06

Fotomontagem/REDE TO Arthur Rodrigues dos Santos, vulgo "Gasparzinho" de 19 anos, estava preso desde o dia 22 de fevereiro; ele é acusado de envolvimento na morte do sindicalista Fabriciano Borges, em 2012

REDAÇÃO


Mais um preso foi morto na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota, em Araguaína, na manhã desta quinta-feira, 03. Arthur Rodrigues dos Santos, vulgo "Gasparzinho" de 19 anos, foi assassinado com três golpes de arma artesanal feita com barra de ferro durante o banho de sol. A vítima foi atingida no tórax e no pescoço por companheiros de cela. 

As primeiras informações dão conta de que o preso chegou a ser encaminhado para o Hospital Regional Público de Araguaína (HRPA) mas não resistiu aos ferimentos. O corpo deve ser encaminhado nas próximas horas para o Instituto Médico Legal (IML). 

Segundo agentes penitenciários, o crime ocorreu depois de uma confusão entre um grupo de presos. Três envolvidos no homicídio foram ouvidos pela polícia após serem identificados pelas câmeras de segurança do presídio. São eles: 
William Reis Silva do Nascimento (19), Tawan Pereira Araújo (32) e Francisco de Assis da Silva, vulgo "Pit Bull"(28). 

Arthur era suspeito de envolvimento na morte do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), Fabriciano Borges Correia, de 37 anos, ocorrida em 2012. O jovem estava preso desde o dia 22 de fevereiro deste ano. 

Segundo homicídio

Este é o segundo homicídio na unidade em menos de 48 horas. 
Na manhã da última quarta-feira, 02, Welkes Paulo Neto de Oliveira, de 27 anos, também foi morto dentro da Barra da Grota. O preso foi assassinado com golpes de arma artesanal por volta das 10h20. 

Segundo agentes penitenciários, a vítima estava voltando do banho de sol em direção a cela 107, localizada no Pavilhão B, quando foi atingida por um punhal feiro pelos próprios detentos. O coração de Welkes foi atingido e ele morreu na hora. 

Durante o crime, os detentos teriam passado creme dental nas lentes das câmeras de segurança do presídio para dificultar a identificação dos envolvidos no crime. 

De acordo com a direção do presídio, Welkes foi transferido do presídio Luz do Amanhã, em Cariri do Tocantins, para a Barra da Grota há quatro meses. Ele cumpria pena de sete anos e seis meses em regime fechado pelo crime de tráfico de drogas. 

Bomba-relógio

A situação dentro da Barra da Grota é cada vez mais tensa. Na tarde da última terça-feira, 1º, foi registrado um princípio de motim dentro do presídio. De acordo com a direção da unidade, presos da área conhecida como "Seguro", onde ficam os detentos de maior periculosidade, colocaram fogo em uma das celas e, por pouco, não deram início a uma rebelião.

O alvoroço começou depois que 20 presos que estavam na área de convivência da unidade se negaram a entrar nas celas. Eles teriam montado barricadas na sala que dá acesso ao local. O clima ficou tenso e a situação só foi controlada por volta das 22h30 após o uso de granadas de gás lacrimogêneo e armas não letais.

Só neste ano, a Barra da Grota registrou sete tentativas de fuga. O caso mais recente ocorreu na na madrugada do último sábado, 28, quatro presos foram flagrados por agentes penitenciários serrando as grades da sala de triagem onde estavam. 

Também em 2013, foram apreendidos centenas de objetos que entram misteriosamente dentro da unidade. Na última quarta-feira, 25, durante revista no presídio, a polícia apreendeu celulares, drogas, cerras, facas artesanais, chuços (armas artesanais) e até uma balança para pesar entorpecentes. Agentes da empresa Umanizzare, que cuida do presídio, estão sendo investigados. Alguns deles foram afastados. 

Uma carta apreendida recentemente dentro da unidade foi interpretado por agentes como um aviso de uma possível rebelião para este mês. 


 

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