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Estado

22 detentos integram o PCC no Tocantins, aponta investigação

Facção criminosa movimenta R$ 120 mi por ano no Brasil

21/10/2013 07h03 | Atualizado em: 22/10/2013 13h27

Ilustração Facção criminosa atua em presídios do Tocantins, é o que afirma investigação do Ministério Público de São Paulo

REDAÇÃO


Pelo menos 22 detentos integram a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Tocantins. É o que aponta investigação do Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo. De acordo com o órgão, a facção está presente em 22 estados do Brasil, movimentando anualmente cerca de R$ 120 milhões com a prática de vários crimes, especialmente o tráfico de drogas.

De acordo com o MPE do Tocantins, em novembro, será concluída a investigação em torno da atuação do grupo em presídios do estado. As provas mais consistentes da infiltração do PCC em presídios tocantinenses são as cartas encontradas dentro da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG), em Araguaína. Na última, detentos fazem ameaças de morte a um promotor de justiça, ao diretor da unidade e a funcionários da segurança interna. 

A promotoria de São Paulo não explicou onde os integrantes do PCC estão inflitrados, mas acredita-se que a maior parte deles esteja no presídio de segurança máxima de Araguaína. O clima de instabilidade no local, marcada por inúmeras tentativas de fuga, mortes e princípios de motim, indica que há detentos organizados em um grupo interessado na desestabilização do sistema prisional do Tocantins, já em situação precária.

Os líderes do PCC no estado, além de quererem promover a desordem dentro dos presídios, buscam formas para atuar no tráfico de drogas mesmo de dentro das cadeias. Os integrantes também arregimentam outros presos para grupos criminosos. É o que mostrou uma carta encontrada também dentro da Barra da Grota, que trazia o nome de vários detentos que teriam se "filiado" a uma facção, que chega a cobrar mensalidade pelo ingresso de novos integrantes. 

Em reunião no dia 9 de outubro, o secretário de Defesa Social do Tocantins, Nilomar dos Santos Faria, reconheceu que, além da fação paulista, o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, tem tentado insistentemente se infiltrar em unidades prisionais do estado. Para ele, cartas com ameças a autoridades são "ações isoladas" para "desestabilizar" a ordem. O autor da última carta encontrada na Barra da Grota não foi identificado. 


 

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