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Curiosidades

Feto morto permanece há 44 anos na barriga de idosa no Tocantins

10/02/2014 19h35 | Atualizado em: 11/02/2014 00h41

Divulgação Exame de raio-x comprovou que mulher tinha feto morto no abdômen há mais de quatro décadas

REDAÇÃO


Uma história bizarra protagonizada por uma idosa tocantinense ganhou o noticiário nacional na semana passada. A mulher, de 84 anos, moradora de Natividade,região sudeste do Tocantins, descobriu na última sexta-feira, 07, que carrega um feto no abdômen há 44 anos. As informações são do "G1 Tocantins".

A idosa, que prefere não se identificar, descobriu o fato inustiado após ser atendidade em um posto de saúde em Natividade. No dia, ela estava sentindo náuseas e fortes dores no estômago. Primeiro, um médico relatou que havia descoberto uma tumuração no abdômen da mulher. Depois, exames da raio-x feitos em Porto Nacional, na região central do estado, constataram a existência do feto.

A idosa contou que engravidou há 44 anos. Ela não fez pré-natal, mas percebeu que o bebê estava crescendo em sua barriga e a gravidez evoluindo naturalmente. Depois de algumas semanas, ao sentir um forte mal-estar, ela procurou um curandeiro. O homem passou remédios, ela tomou e pensou que tinha abortado a criança. Errado. O feto morreu, mas continuou no abdômen da mulher. 

De acordo com a obstetra Gesneria Saraiva Kratka, 
a gravidez foi ectópica (fora do útero). O organismo da idosa teria se adaptado à existência do feto morto, permitindo que ela passasse 44 anos sem sofrer nenhum tipo de complicação na saúde. 

"Pela ultra-som não foi possível ver o feto. Nós fizemos um raio-x. Pelo exame é possível ver o rosto, os ossos dos braços, das pernas, as costelas e a coluna. Algumas partes estão 'borradas', estão em uma fase de calcificação e tiveram o aspecto modificado. É provável que o feto tenha morrido na 20ª semana, no máximo na 28ª", explicou Gesneria ao "G1". 

Surpresa com o fato, a idosa, que é viúva, disse que não pretende fazer a cirurgia para retirar o feto. A ginecologista, porém, alertou que é importante passar pelo procedimento porque o feto pode trazer riscos à saúde dela. "Pode haver obstrução da alça intestinal, cólicas, retenção de fezes, aderência, tudo pode acontecer", afirmou.


 

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