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Funcionários de carvoaria matam homem e fazem fotos com crânio da vítima

04/03/2014 09h01 | Atualizado em: 06/03/2014 20h51

Fotomontagem REDE TO Ivan de Sousa Ribeiro (23 anos) e Elieldon Almeida Ferreira (28) e Ismael de Sousa Lino (19) aparecem em fotos com crânio da vítima
REDAÇÃO


Um crime macabro, que mais parece o enredo de um filme de terror, chocou os moradores de Itacajá, na região nordeste do Tocantins. Funcionários de uma carvoaria são acusados de estuprar, matar e ocultar o corpo de Domingos Tavares da Silva, de 25 anos, que até então estava desaparecido. O homicídio ocorreu no dia 29 de dezembro do ano passado, próximo ao povoado Donzela, na zona rural do município.

Segundo o delegado Joelberth Nunes de Carvalho, responsável pelo caso, as investigações tiveram início no último dia 11 de fevereiro, depois que a polícia recebeu uma ligação anônima informando sobre a morte de Domingos e a sessão de tortura da qual ele foi vítima.

No dia seguinte, os policiais foram até o local onde teria ocorrido o crime e encontraram dois dos suspeitos. Ivan de Sousa Ribeiro, de 23 anos, e Elieldon Almeida Ferreira, de 28 anos, eram os únicos que continuavam trabalhando na carvoaria. A polícia decidiu investigá-los. Durante as investigações, porém, Ismael de Sousa Lino, de 19 anos, ex-funcionário da carvoaria, também foi considerado suspeito. Ele foi um dos últimos a ter contato com a vítima. 

Antes de concluir quem eram os autores do crime, a polícia encontrou um saco com os documentos de Domingos. Também localizou, a cerca de 20 metros da carvoaria, já dentro da mata, a cova onde o homem havia sido enterrado. Um policial que foi até o local contou que a terra estava removida e sobre ela havia um osso semelhante ao de uma costela e dois ossos menores semelhantes aos de dedos. 

Ao perceberem que eram considerados suspeitos pela polícia, Ivan, Elieldon e Ismael negaram o crime. De acordo com a versão deles, o homicídio teria sido praticado por outros três homens, que também tiveram contato com a vítima. Os seis homens tiveram a prisão temporária decretada, mas o depoimento de um deles mudou o rumo das investigações.

Ismael voltou atrás e, em novo depoimento no dia 18 de fevereiro, relatou que o crime foi na verdade praticado por Ivan e Elieldson. Antes disso, ao verificar o cartão de memória de um dos suspeitos, o delegado de Itacajá encontrou 16 fotos macabras, onde os dois funcionários da carvoaria apareciam brincando com um crânio humano. Essa e outras provas serviram como base para o inquérito, que deve ser concluído na próxima semana.

Enredo macabro

As investigações apontaram que o crime ocorreu por volta das 20h do dia 29 de dezembro de 2013. Os suspeitos e a vítima retornavam de uma bebedeira no povoado Donzela, quando dois deles abusaram sexualmente de Domingos, que estava desacordado. Em seguida, o trio levou o homem para dentro da mata e com um pedaço de madeira, o golpeou várias vezes até matá-lo. 


Dois dias depois, Ivan e Elieldon voltaram ao local do crime, que fica a 12 km do povoado, e enterraram o corpo do jovem. No começo de fevereiro, os dois decidiram retornar a cova. Numa completa demonstração de frieza, os suspeitos pegaram o crânio de Domingos e fizeram várias fotos. Conforme o delegado, eles pretendiam vender a caveira no Maranhão, mas decidiram queimá-la em um dos fornos da carvoaria. 

Ivan, Elieldon e Ismael estão presos na cadeia pública de Araguacema. A prisão temporária dos suspeitos foi decretada ainda durante as investigações e deve ser convertida em preventiva, que não tem prazo definido. Eles vão responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, sem possibilidade de defesa da vítima e meio cruel) e ocultação de cadáver. Elieldon e Ismael também responderão por crime estupro.

Até a conclusão do inquérito, novas testemunhas devem ser ouvidas. Segundo o delegado, muitas delas não quiseram falar antes com a polícia porque eram ameaçadas de morte pelos suspeitos. 

 

Ivan de Sousa Ribeiro (23 anos), Elieldon Almeida Ferreira (28) e Ismael de Sousa Lino (19), personagens de um crime bárbaro


 

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