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Estado

Stalin Bucar alega que greve dos professores tem caráter político; Sintet responde que deputado usa escolas como "curral eleitoral"

25/03/2014 14h36 | Atualizado em: 25/03/2014 15h56

Divulgação/Sintet Deputados discutem greve dos profissionais da educação na Assembleia Legislativa (AL)

REDAÇÃO


Um debate acalorado sobre a greve dos professores da rede estadual marcou a sessão desta terã-feira, 25, da Assembleia Legislativa (AL) do Tocantins. De um lado, oposicionistas mostraram apoio as reinvidicações da categoria. De outro, parlamentares da base aliada disseram que a paralisação tem caráter político.

A deputada Josi Nunes (PMDB) defendeu a regularização dos repasses financeiros do Executivo às unidades escolares, medida que, segundo ela, “está defasada desde o início do atual governo”. Ela pediu empenho dos colegas pata evitar que a greve se prolongue.

Já o deputado Stalin Bucar (Solidariedade) alegou que a greve tem conotação política. “Concordamos com a greve, desde que não haja ingerência política, como a que o presidente do Sintet promoveu ao levar manifestantes para um ato político”, disse.

Repetindo o argumento da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc), o parlamentar afirmou que a classe é "muito respeitada pelo governador Siqueira Campos (PSDB), tanto que este é o Estado que mais bem remunera professores em todo o país, com um valor que ultrapassa R$ 3.000 por mês".

Pré-candidato ao governo do estado, o deputado Marcello Lelis saiu em defesa dos grevistas. “Os servidores da educação estão à procura de melhores condições de trabalho e é impossível menosprezar um movimento com cerca de 22 mil pessoas reivindicando seus direitos”, afirmou.

Pela internet, o Sintet se manifestou sobre as declarações de Bucar. "Stalin Bucar denuncia que a greve é eleitoreira. Perguntamos ao nobre deputado se quem decidiu a greve foi o presidente do SINTET sozinho? Mas sabemos o que é! O deputado Stalin, que é quem mais interfere politicamente nas escolas nos domínios de seu curral eleitoral, é contra a pauta dos trabalhadores que lutam pelo fim do coronelismo nas escolas e a ingerência política nas mesmas... isso pode tá chegando ao fim nobre deputado!", afirmou a entidade. 


 

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