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Educação

Professores da rede estadual de educação bloqueiam rodovias em mais um dia de manifestações por melhores condições de trabalho

03/04/2014 16h16 | Atualizado em: 04/04/2014 21h04

Divulgação BR-153 foi interditada na manhã desta quinta-feira, 03, em Paraíso do Tocantins

REDAÇÃO


Profissionais da rede estadual de educação interditaram na manhã desta quinta-feira, 03, a BR-153, em Paraíso do Tocantins, na região centro-oeste do estado. A mobilização faz parte de uma série de atividades que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet) tem realizado desde quando deflagrou greve, no último dia 24. 

Cerca de 500 trabalhadores participaram do bloqueio da rodovia, que durou cerca de uma hora. Em seguida, os manifestantes saíram em carreata pelas principais ruas da cidade. 

A BR-126, no Bico do Papagaio, também foi interditada nesta quinta. Um congestionamento gigantesco foi formado. Na quarta-feira, 02, manifestantes bloquearam a BR-153, em Araguaína.

A greve foi declarada ilegal pela justiça, mas o sindicato informou que não pretende recuar. O Sintet informou que já recorreu da decisão do Tribunal de Justiça (TJ). 

Na tarde desta segunda-feira, 31, representantes da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seduc) e da Secretaria da Estado da Administração (Secad) estiveram reunidos com líderes sindicais. Para o Sintet, porém, não houve avanço nas negociações. 

Entre os pontos discutidos em que não há consenso estão o pagamento retroativo de progressões, a revisão do Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR) e o processo de eleição democrática para diretor de escola. 

Durante a reunião, o secretário Lúcio Mascarenhas, da Administração, afirmou que só entregaria a proposta por escrito se a categoria suspendesse a greve e voltasse imediatamente ao trabalho. No entendimento do Sintet, a proposta é uma afronta. Mascarenhas deixou o encontro antes do seu término.


"Nossa luta é pelo respeito, pela valorização dos trabalhadores. A maioria das escolas estão fechadas, apenas uma minoria que tem maior numero de servidores contratados estão funcionando e por pressão, estão trabalhando por coação. Todos reclamam das más condições de trabalho e da falta de repasses, será que estão todos errados", declarou o presidente do Sintet, José Roque Santiago.

 
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