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Ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio morre, aos 83 anos, em SP

Ele lutava contra um câncer e estava internado há mais de um mês

08/07/2014 21h25 | Atualizado em: 08/07/2014 21h40

Divulgação Plínio ficou em quarto lugar nas eleições de 2010 para presidente

Faleceu no hospital Sírio Libanês nesta terça-feira (8), o ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio que fazia tratamento de um câncer nos ossos e estava internado há mais de um mês. Na última sexta-feira (27) o político apresentou melhora no quadro clínico e foi transferido da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para a Unidade de Terapia Semi-intensiva. Plínio disputou a presidência da república em 2010 pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Em sua página Web, o PSOL lamentou o falecimento de Plínio. "O PSOL e o país perderam um grande protagonista da história recente e da luta pela justiça social e pela democracia no Brasil". Plínio ficou em quarto lugar nas eleições de 2010 para presidente com uma votação de 886.816 votos (0,87%).

Vida política

Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), Plínio foi promotor público e iniciou sua militância na Juventude Universitária Católica (JUC) na década de 50. Plínio foi indicado para a subchefia da Casa Civil do governo de São Paulo na gestão de Carvalho Pinto, eleito em 1958. Um ano após a eleição, Plínio se tornou coordenador do Plano de Ação do Governo, onde permaneceu até 1962 quando foi eleito deputado federal pelo Partido Democrata Cristão (PDC).

Como membro da Comissão de Política Agrícola na Câmara dos Deputados, Plínio foi o relator do projeto de reforma agrária, prevista no programa de reformas de base do governo João Goulart (1961-1964) e criou a Comissão Especial de Reforma Agrária. Por conta de sua atuação em favor da distribuição de terras no país, Plínio apareceu na lista dos 100 políticos que tiveram seus mandatos cassados no dia 09 de abril de 1964, com a decretação do Ato Institucional (AI-I) pelos militares que protagonizaram o golpe de Estado que instaurou a Ditadura Militar no país.

Exílio e luta pela Anistia

Com os direitos políticos cassados, Plínio seguiu para o exílio no Chile, onde permaneceu seis anos e passou a trabalhar para a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Em 1970, Plínio se mudou para os Estados Unidos (EUA), onde fez mestrado em Economia Agrícola na Universidade de Cornell. Voltou ao Brasil em 1976 onde tentou criar um patido socialista à esquerda do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) que fazia oposição à Arena, partido de apoio ao regime militar. Com o fim do bipartidarismo no país, Plínio participou da fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980 e participou da campanha das Diretas Já.

Elegeu-se deputado federal constituinte em 1986, quando defendeu uma reforma agrária que previa o fim dos latifúndios. Na Assembleia Nacional Constituinte, foi vice-líder do PT em 1987 e, em 1988, substituiu o então líder Luiz Inácio Lula da Silva no comando da bancada. Após 20 anos, Plínio deixou o partido m 2005, filiando-se ao PSOL.

A ex-deputada Luciana Genro (PSOL), que foi ao hospital na tarde desta terça-feira para visitar seu colega de legenda, confirmou o falecimento dele e informou que quando chegou para a visita Plínio já havia falecido. Segundo ela, Plínio de Arruda Sampaio fará uma grande falta ao Brasil. "Uma triste coincidência fez com que eu chegasse ao hospital Sírio libanês poucos minutos após o falecimento do nosso querido Plínio. Plínio partiu com a consciência do dever cumprido, após décadas de luta em defesa da igualdade e da justiça social. O PSOL tem muito orgulho de ter sido escolhido por Plínio como o seu partido nestes últimos anos da sua vida".

 

Da Agência Brasil

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