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Justiça manda soltar três acusados de matar jovem no TO por falta de provas

07/11/2014 14h05 | Atualizado em: 10/11/2014 11h34

Divulgação Kely Moreira Castro, de 19 anos, foi morta com requintes de crueldade e teve o corpo jogado em um córrego, na cidade de Porto Nacional

REDAÇÃO


Os três homens acusados de matar a 
jovem Kely Moreira Castro, de 19 anos, foram soltos pela Justiça. O pedreiro Josimar Souza Brito, de 38 anos, também conhecido como Mazinho, e os irmãos Wanderley Brito Souza, 30 anos, e Waldisney Brito Souza, 25 anos, ganharam a liberdade depois que uma das testemunhas mudou a sua versão sobre o crime.

O promotor do caso, Abel Andrade Leal Júnior, afirmou que o inquérito da Polícia Civil (PC) e a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) tiveram como base os relatos de uma adolescente. A menor contou que era testemunha ocular do crime. Porém, na terceira audiência do caso, realizada no último dia 30, ela voltou atrás. A jovem contou que foi pressionada pelo delegado e "não sabia de nada". 

Para o promotor, a adolescente está mentindo e não é a primeira vez que isso acontece. Durante o inquérito e também antes do ofercimento da denúncia, a menor, de acordo com Abel, também teria dito inverdades. "A gente sabe que ela tem envolvimento [no crime], mas não sabemos se ela foi ameaçada e por isso mudou o testemunho", explicou o representante do Ministério Público em entrevista à TV Anhanguera. 

Com a mudança da versão apresentada pela testemunha, o processo contra Josimar, Wanderley e Waldisney foi invalidado e os três acusados ganharam a liberdade por falta de provas.

Como não tem dúvidas do envolvimento do trio no crime, o MPE pediu à Justiça que determine a reabertura do inquérito e a retomada das investigações. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o delegado do caso, Jairon Afonso Coelho Miranda, negou que tenha pressionado a menor e disse que ela sempre foi ouvia na presença dos responsáveis ou de conselheiros tutelares. 

Revoltado, o pai de Kely, Wagner Ferreira de Castro, afirma que a família quer que os acusados voltem para a cadeia e sejam julgados pelo crime. "Queremos justiça e ela só será feita quando os três forem condenados", afirmou. 

Relembre

Kely, que era revendedora de produtos de beleza, sumiu no dia 23 de abril deste ano após sair de casa para receber o pagamento de um cliente. Antes de ser executada, ela mandou uma mensagem de celular para o pai pedindo socorro. O corpo foi encontrado três dias depois do desaparecimento com as mãos e os pés amarrados com um cadarço, dentro do córrego Francisquinha, em Porto Nacional. 


 

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