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Araguaína-TO, sexta, 30 de julho de 2021
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Estado

Justiça obriga remoção de 40 presos de presídio superlotado no Tocantins

23/02/2016 20h20 | Atualizado em: 23/02/2016 20h34

Divulgação Decisão foi tomada por juiz de Execução Penal após vistoria que apontou superlotação e problemas sanitários na CPP de Araguaína

Uma vistoria da DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins para verificar a lotação da CPPA – Casa de Prisão Provisória de Araguaína resultou em decisão judicial para transferência de cerca de 40 presos a partir desta terça-feira, 23. Foram constatados também problemas sanitários e de manutenção da estrutura durante a inspeção realizada na segunda-feira, 22.

Após apresentação do relatório de vistoria da DPE-TO, o juiz de Execução Penal Antônio Dantas de Oliveira Júnior
 determinou a remoção de presos devido à unidade custodiar 169 homens no local, sendo que a capacidade normal da unidade seria de 85 presos e máxima de 120. Segundo o defensor público Sandro Ferreira, após a remoção dos detentos a unidade retornará ao seu limite, sendo ainda preocupante a situação.

Com a cooperação da direção da UTPBG, 30 presos serão transferidos para aquela unidade; a Defensoria Pública pediu que somente fossem efetivadas essas remoções após garantia de segurança aos transferidos na nova unidade. Já os presos reclusos em Araguaína, mas que possuem processos em trâmite em outras comarcas e Estados, aproximadamente 10 homens, terão o caso analisado individualmente para viabilizar a transferência.

A Defensoria Pública também pediu providências à Sedeps – Secretaria de Estado da Defesa e Proteção Social sobre a situação da fossa séptica da unidade prisional, que corre a céu aberto, inclusive com focos de dengue, e também alertou para a manutenção da estrutura da caixa de água, que apresenta vazamento. A Vigilância Sanitária de Araguaína foi acionada e verificou a situação do esgoto. Durante a reunião, o secretário Municipal de Saúde informou que o Estado já foi notificado e as medidas cabíveis serão tomadas neste caso.

O defensor público informou que será encaminhada notícia do fato ao Ministério Público. “O serviço de esgotamento da fossa e a manutenção da caixa de água são paliativos e representam enorme prejuízo para os cofres públicos. Gasta-se mais com a manutenção do que com a solução definitiva do problema, tendo em vista o aumento no consumo de água e o valor do serviço para manutenção da fossa”, afirmou.

Com Ascom/DPE-TO

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