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Estado

Justiça condena acusado de assassinar fazendeiro em assalto em Alvorada

19/05/2017 22h25 | Atualizado em: 22/05/2017 17h12

Divulgação Plínio Ricardo Paro, de 58 anos, foi morto durante um assalto em sua fazenda, no município de Alvorada, sul do Tocantins, em dezembro do ano passado

REDAÇÃO


Um jovem foi condenado pela morte de um fazendeiro, durante um assalto, em dezembro do ano passado, em uma fazenda na zona rural de Talismã, na região sul do Tocantins. O juiz Fabiano Gonçalves Marques, da Comarca de Alvorada, sentenciou Mateus Pereira da Cruz, 21 anos, vulgo "Marquinhos", a 26 anos e seis meses de reclusão e a 40 dias-multa pelo crime de latrocínio. 

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), na madrugada do dia 13 de dezembro de 2016, Mateus e outro rapaz foram até a fazenda Três Corações, de propriedade da vítima, Plínio Ricardo Paro, de 58 anos, renderam o homem e o mataram com facadas no tórax. Na fuga, a dupla fugiu levando um celular, uma arma e uma motocicleta do fazendeiro.

Mateus foi preso na casa da família dele, em Barrolândia, com a arma roubada no dia do crime, mas negou ter cometido latrocínio. Durante o processo, embora tenha confessado participação em outros assaltos ocorridos na região, o jovem alegou em sua defesa que estava na companhia da mãe no dia da morte do fazendeiro de Talismã e que tinha comprado a arma de outra pessoa.

A condenação de Mateus foi baseada em relatos feitos por dois membros da quadrilha que o réu integrava para a prática de roubos no sul do estado, presos antes da morte do fazendeiro. Ao juiz, eles reconheceram o réu como comparsa. Também colaboraram para a comprovação da autoria, o depoimento da delegada responsável e outras testemunhas que, segundo o magistrado, sustentam a condenação.

“Ao contrário do que sustentou a defesa, a alegação de insuficiência do conjunto probatório e a absolvição pretendida mostram-se inviáveis, já que a prova reunida nos autos não deixa dúvida quanto à procedência da imputação do crime de latrocínio. As provas existentes nos autos é farta para sustentar um decreto condenatório”, afirmou Marques. 

Além da pena de prisão, em regime fechado, o juiz condenou Mateus a reparação por dano moral no valor de 150 salários mínimos, convertidos para o valor de R$ 140.050,00. O jovem também não poderá recorrer em liberdade e seguirá preso. Atualmente, ele encontra-se encarcerado na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Miracema.  


 

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