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Araguaína-TO, Saturday, 13 de August de 2022
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Cinco policiais têm prisão decretada por suposto grupo de extermínio

Os agentes federais cumpriram mandados de busca em dez endereços. A PF esteve na sede da Denarc e a Corregedoria-geral da Polícia Civil acompanha a operação.

22/06/2022 14h07

Divulgação/Polícia Federal
REDAÇÃO
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A Justiça decretou a prisão de cinco agentes da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Palmas, investigados por supostamente integrarem um grupo de extermínio dentro da Polícia Civil do Tocantins. As prisões preventivas foram decretadas pelo colegiado de juízes do Tribunal de Justiça do Tocantins.

A Polícia Federal chegou a pedir a prisão temporária de dois delegados da Polícia Civil, mas a Justiça negou. A PF deflagrou nesta quarta-feira a operação Caninana para investigar o suposto grupo de extermínio.

Os agentes que tiveram a prisão preventiva decretada são Antônio Martins Pereira Júnior, Carlos Augusto Pereira Alves, Antônio Mendes Dias, Callebe Pereira da Silva e Giomari dos Santos Júnior. O advogado de defesa deles, Antônio Ianowich, disse ao g1 Tocantins que todos estão se apresentando espontaneamente para dar cumprimento aos mandados de prisão.

“Nós não vamos comentar ainda o teor das acusações, primeiro porque não tivemos acesso aos altos. Vamos primeiro analisar do que eles estão sendo acusados, mas deixando claro que nenhum deles está se negando ou fugindo da atuação da Justiça. Todos cumprirão as decisões judiciais. Após termos acesso aos autos, respeitando o sigilo, a defesa vai se manifestar sobre o assunto”, afirmou o advogado ao g1.

A determinação é de que eles sejam levados para Unidade Prisional de Segurança Máxima de Cariri do Tocantins, no sul do estado, e sejam colocados em celas separadas e individuais.

Os agentes federais cumpriram mandados de busca em dez endereços. A PF esteve na sede da Denarc e a Corregedoria-geral da Polícia Civil acompanha a operação. Quatorze medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais a suspensão da função pública dos investigados, também foram autorizadas.

As investigações da Polícia Federal apontaram que os policiais civis tinham um grupo em um aplicativo de mensagens onde monitoravam a saída de pessoas recém egressas do sistema prisional e as executavam de forma planejada. O grupo teria sido responsável por até duas dezenas de assassinatos praticados entre 2019 e 2020 no estado.

Um dos casos investigados pela PF aconteceu no dia 27/03/2020, quando cinco pessoas foram mortas com indícios de execução nos bairros de União Sul e Jardim Aureny I.

A operação denominada Caninana faz referência a um tipo de serpente encontrada na fauna brasileira, que se alimenta de animais menores da mesma espécie.

Indícios de grupo de extermínio

A PF encontrou indícios de um grupo de extermínio dentro da Polícia Civil do Tocantins durante as operações que levaram à renúncia do ex-governador Mauro Carlesse. O ex-governador não é investigado nesta operação.

As investigações apontaram que membros da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública monitoravam investigações e cumpriam ordens do ex-governador. Essa nova operação se originou quando as investigações sobre as mortes foram desmembradas.

 
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